Maduro denuncia "atos de desestabilização"

"Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002. Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz", afirmou presidente eleito da Venezuela em coletiva no Palácio de Miraflores

Maduro denuncia "atos de desestabilização"
Maduro denuncia "atos de desestabilização" (Foto: Carlos Garcia Rawlins)


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Opera Mundi - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta segunda-feira (15/04) que setores da oposição estão provocando atos de desestabilização pelo país e revelou que há mais ações planejadas. Além disso, Maduro convocou a população para "combater em paz", com "mobilizações em todo o país". Enquanto o presidente dava declarações no Palácio de Miraflores, panelaços e episódios de violência foram registrados em diferentes partes da Venezuela.

"Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Trabalharemos corretamente com a sabedoria que nos dá nossa experiência. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002”, disse, em referência ao fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Em coletiva de imprensa no Palácio de Miraflores, a primeira como presidente eleito da Venezuela, Maduro falou que “porta-vozes da direita” estão rompendo as leis da democracia com esse tipo de ação. “Estão mostrando a cara. Quando Julio Borges [deputado do Primeiro Justiça] diz que ‘chegou o momento da morte da revolução’, é um golpe de Estado", ressaltou.

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“Peço a você, venezuelano, venezuelana, para que não tenha ódio. Se quer pensar de forma diferente, pense, mas vamos trabalhar pela educação dos seus filhos, nas escolas, universidades. À classe trabalhadora também faço um chamado: pela primeira vez na história dessa república há um presidente dos trabalhadores”, sublinhou.

Mobilização

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Diversos atos de violência foram registrados nesta segunda-feira na Venezuela. Casas do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) nos Estados de Táchira, Barinas e Anzoátegui foram incendiadas e as sedes dos canais VTV e Telesur em Caracas foram cercadas por pessoas identificadas com camisetas de Capriles. "Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz, a se mobilizar amanhã (terça) em todo o país pela paz, mobilizações em todo o país, e na quarta-feira", disse Maduro.

O presidente classificou o pedido de recontagem de todos os votos como um "capricho" da oposição. "Os caprichos da burguesia, em que parte do mundo se faz uma auditoria de 100% (...), em qual país do mundo se faz com 54%, nenhum. Aqui, nós fazemos por lei", frisou.

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"Você convocou a violência às ruas e você é responsável frente ao país (...) se houver mortos ou feridos, você é responsável", disse Maduro a Capriles. O opositor convocou seus eleitores a protestar na ruas em frente às filiais regionais do CNE e, na quarta, perante sua sede em Caracas, para pressionar o governo por uma auditoria.

Integração latino-americana

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Sobre o tema da integração da América Latina e Caribe, Maduro disse que ese proceso será acelerado em seu governo, por meio das relações bilaterais, trocas comerciais e a união da região. “A união mais do que a integração, a união do continente e desempenharemos o modesto papel que a história nos impõe”, anunciou.

“Aqui estamos construindo uma hegemoniía alternativa, coletiva e diversa”, disse o presidente, fazendo menção aos mecanismos de integração da região, como Alba, Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos).

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Ele lembrou a participação de Chávez nos processos de integração da América Latina. “Chávez falava de uma União de Nações e Repúblicas, que era o sonho do nosso libertador Simón Bolívar”, afirmou.

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