Maduro critica ameaça de sanções "estúpidas"
"Mal vale a pena responder às coisas estúpidas que as elites imperialistas do norte fazem. Podem continuar com suas ameaças e sua estupidez", disse o sucessor do falecido líder socialista Hugo Chávez em um discurso a ecologistas
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Deisy Buitrago
CARACAS, 10 Mai (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu furiosamente a pedidos nos Estados Unidos por medidas punitivas contra seu governo por supostos abusos de direitos humanos cometidos na reação aos três meses de protestos de rua.
Alguns legisladores norte-americanos clamam por sanções a autoridades venezuelanas, ou até medidas mais abrangentes contra a economia da Venezuela, mas o governo do presidente Barack Obama disse que isso pode prejudicar as perspectivas de reconciliação política no país.
Manifestações antigoverno ocorridas desde fevereiro levaram a episódios de violência nos quais 42 pessoas morreram.
Cerca de 800 pessoas ficaram feridas e cerca de 3 mil foram presas, das quais mais de 400 continuam detidas, no que Maduro classificou como supressão de uma tentativa de golpe, mas opositores dizem se tratar de uma onda de repressão.
"Agora estão circulando essas ideias estúpidas de que vão nos aplicar sanções", disse Maduro na noite de sexta-feira.
"Mal vale a pena responder às coisas estúpidas que as elites imperialistas do norte fazem. Podem continuar com suas ameaças e sua estupidez", acrescentou o sucessor do falecido líder socialista Hugo Chávez em um discurso a ecologistas.
O desmonte de quatro acampamentos de estudantes que protestavam em Caracas na semana passada, com a prisão de 243 deles, reviveu as tensões por toda a Venezuela no momento em que pareciam se apaziguar. Estudantes e apoiadores saíram em passeata neste sábado.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247