Maduro: "chegou o dia e a hora da vitória do povo"
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu que os eleitores votem nas eleições legislativas que vão definir a configuração da Assembleia Nacional; "Chegou o dia e a hora da vitória do povo, vamos fé no futuro de nossa pátria", escreveu o presidente chavista, no Twitter; pela primeira vez, desde que Hugo Cháves assumiu o poder, em 1999, a oposição, reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD), chega para uma eleição com chances reais de vitória na Assembleia; mesmo assim, o presidente venezuelano conclamou o que chamou de "povo de libertadores e libertadoras" a fazer uma "história grande"
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247, com Agência Brasil - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu que, neste domingo (6), os eleitores votem nas eleições legislativas que vão definir a configuração da Assembleia Nacional. "Chegou o dia e a hora da vitória do povo, vamos fé no futuro de nossa pátria", escreveu o presidente chavista, no Twitter.
Quase 20 milhões de venezuelanos vão às urnas para escolher os 167 membros da Assembleia. Pela primeira vez, desde que Hugo Cháves assumiu o poder, em 1999, a oposição, reunia da na Mesa da Unidade Democrática (MUD), chega para uma eleição com chances reais de vitória na Assembleia.
Segundo pesquisa divulgada em novembro pelo instituto Datanalisis, 63,2% dos eleitores têm intenção de votar na oposição, enquanto 28,2% devem escolher os candidatos do governo. É a primeira vez em 16 anos que o governo chavista não tem a maioria dos votos em eleições legislativas.
Mesmo assim, o presidente venezuelano conclamou o que chamou de "povo de libertadores e libertadoras" a fazer uma "história grande". "Os [apoiadores] de Chávez a votar para uma vitória perfeita e esplêndida da pátria e que soe a Diana Carabobo com a força do furacão bolivariano. É o despertar da história. Ganhe Chávez", disse Maduro.
De acordo com o professor de ciência política Márcio Malta, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Madura "vem enfrentando uma crise econômica desde que assumiu". "E vem governando por decretos aprovados pela Assembleia Nacional. Além disso, não tem a popularidade e o carisma de Hugo Chávez e a economia é a pedra no sapato", acrescentou.
Além da queda do preço do petróleo, a Venezuela enfrenta problemas de desabastecimento de produtos básicos, como alimentos. "Analistas da América Latina apontam mudanças para um novo ciclo. Assim como aconteceu na Argentina, com a saída dos Kirchner [em referência a Néstor Kirchner, ex-presidente, e a Cristina Kirchner, atual presidente, derrotada nas urnas pelo candidato da oposição Mauricio Macri], esse modelo de Estado interventor deve sofrer questionamentos nas urnas na Venezuela. São eleições legislativas, mas podem ter peso na governança do país", disse Malta.
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