Macron reconhece responsabilidade da França por genocídio em Ruanda

Em discurso feito em Kigali, capital do país africano, Macron afirmou que a França ficou ao lado do "regime genocida" de Ruanda e tinha parcela da culpa pela evolução do cenário que provocou o massacre, que deixou 800 mil mortos em 1994

O presidente francês, Emmanuel Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron (Foto: REUTERS - GONZALO FUENTES)


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Deutsche Welle Brasil e 247 - O presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu nesta quinta-feira (27) que seu país teve grande "responsabilidade" pelo genocídio de 1994 em Ruanda, que deixou cerca de 800 mil mortos.

Em discurso feito em Kigali, capital do país africano, Macron afirmou que a França ficou ao lado do "regime genocida" de Ruanda e tinha parcela da culpa pela evolução do cenário que provocou o massacre.

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"A França tem um papel, uma história e uma responsabilidade política em Ruanda. Ela tem um dever: O de olhar para história de frente e reconhecer o sofrimento que provocou no povo ruandês, ao privilegiar o silêncio em vez de examinar a verdade por tanto tempo", disse Macron, em um memorial ao genocídio onde estão enterradas mais de 250 mil vítimas.

"Somente aqueles que sobreviveram àquela noite podem talvez perdoar, e ao fazer isso nos oferecerem o dom do perdão", disse o presidente francês. "Por isso, de forma humilde e respeitosa, estou ao lado de vocês hoje. Vim para reconhecer a extensão de nossas responsabilidades." (Continue lendo no DW Brasil).

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"O mais importante para nós, sobreviventes, é a prisão dos genocidas que vivem na França. Ele (Macron) disse que o faria", disse Egide Nkuranga, líder da Ibuka, a principal organização de sobreviventes do genocídio.

As relações entre os dois países melhoraram significativamente após, em setembro do ano passado, a Justiça francesa ter decidido transferir Félicien Kabuga, conhecido como o financista do genocídio, para a Tanzânia. Ele se encontrava foragido nos arredores de Paris e era um dos homens mais procurados do mundo. O julgamento na cidade de Arusha, sede do tribunal da ONU, ainda não ocorreu. 

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