Macron promete mudança radical em plano de 5 anos

Com "eficiência, representatividade e responsabilidade", o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou seu roteiro para os próximos cinco anos e disse que quer restaurar a confiança dos eleitores e a soberania do país; ele prometeu cortar o número de representantes do Parlamento em um terço e fortalecer a Casa para que "o trabalho se torne mais fluido e que recorrerá a referendos se o Parlamento não votar rapidamente as reformas institucionais importantes; "Espero que todas as transformações profundas, que acabei de descrever e das quais nossas instituições necessitam desesperadamente, sejam adotadas dentro de um ano", afirmou

Presidente da França, Emmanuel Macron
Presidente da França, Emmanuel Macron (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - Com "eficiência, representatividade e responsabilidade", o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou seu roteiro para a segunda maior economia da zona do euro nos próximos cinco anos. Ele disse que quer restaurar a confiança dos eleitores e a soberania do país.

"As pessoas nos deram um mandato. Quero falar sobre as instituições que pretendo mudar e os princípios das ações que quero seguir," disse Macron, "Compromissos serão atendidos, as reformas serão feitas," acrescentou.

Ele prometeu cortar o número de representantes do Parlamento em um terço e fortalecer a Casa para que "o trabalho se torne mais fluido".

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Além disso, quer remover o Tribunal de Justiça da República, que lida com as carreiras dos funcionários governamentais, reforçando ainda mais a independência dos magistrados.

"As leis são feitas para enquadrar as tendências profundas do país," afirmou, pedindo instituições efetivas e menos legislação geral.

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Em discurso de 90 minutos, Macron disse que recorrerá a referendos se o Parlamento não votar rapidamente as reformas institucionais importantes. "Espero que todas as transformações profundas, que acabei de descrever e das quais nossas instituições necessitam desesperadamente, sejam adotadas dentro de um ano".

Macron também disse que pretende manter o estado de emergência, imposto na sequência dos ataques de Paris em novembro de 2015, no outono, para restabelecer a liberdade dos franceses. "O Código Penal, como ele é, e os poderes dos magistrados, como eles são -- se o sistema está bem ordenado -, nos permitem aniquilar os inimigos,".

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Nunca tendo ocupado cargos públicos antes, Macron ganhou a presidência francesa em 7 de maio. Ele ficou sob fogo cruzado por convocar uma sessão conjunta do Parlamento que prometeu transformar em uma reunião anual, desafiando as críticas de concentrar muito poder na presidência.

O representante de direita, Nicolas Dupont-Aignan, disse estar desapontado com a declaração de que faltavam propostas concretas.

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Jean-Luc Melenchon, de esquerda, que lidera o grupo de 17 soldados France Unbowed no Parlamento, boicotou o congresso.

O primeiro-ministro, Edouard Philippe, dará detalhes sobre o projeto econômico e social do presidente na Assembleia Nacional nesta terça-feira.

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