Macron desiste de imposto sobre combustíveis mas protestos continuam na França

O governo do presidente francês Emmanuel Macron está retirando definitivamente o aumento do imposto sobre combustíveis previsto no orçamento do ano que vem diante dos protestos contra o alto custo de vida, segundo disse seu primeiro-ministro, Edouard Philippe, na quarta-feira (5), um dia após anunciar apenas a suspensão das tarifas por seis meses

Macron desiste de imposto sobre combustíveis mas protestos continuam na França
Macron desiste de imposto sobre combustíveis mas protestos continuam na França (Foto: GONZALO FUENTES)


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247, com Reuters - O governo do presidente francês Emmanuel Macron está retirando definitivamente o aumento do imposto sobre combustíveis previsto no orçamento do ano que vem diante dos protestos contra o alto custo de vida, segundo disse seu primeiro-ministro, Edouard Philippe, na quarta-feira (5), um dia após anunciar apenas a suspensão das tarifas por seis meses.

O governo Macron luta para acabar com a revolta dos "coletes amarelos", na sequência dos protestos do último sábado, os mais violentos na região central de Paris nas últimas cinco décadas.

"O governo está pronto para o diálogo e a demonstração disso é que o aumento de impostos não estará mais no orçamento de 2019", disse o primeiro-ministro, Edouard Philippe, na câmara dos deputados. É a última tentativa de superar a pior crise da presidência de Macron até agora.

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No ano passado, o governo de Macron havia diminuído o imposto sobre grandes fortunas, para que cobrisse apenas ativos imobiliários, o que despertou a crítica de que ele é "o presidente dos ricos".

O porta-voz do governo, Benjamin Grivet, disse que todas as medidas relacionadas a impostos precisam ser periodicamente avaliadas e, se for percebido que não funcionam, devem ser alteradas. Ele disse que o imposto sobre fortunas pode ser reavaliado na segunda metade de 2019.

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"Se uma medida que tomamos, que está custando dinheiro público, não estiver funcionando, se não estiver indo bem, não somos estúpidos - nós mudaríamos de ideia", disse Griveaux à estação de rádio RTL.

Os distúrbios por conta do aperto nos orçamentos domésticos acontecem após dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrarem que a França se tornou o país com maior carga de impostos do mundo desenvolvido, ultrapassando inclusive a Dinamarca, conhecida por sua alta carga tributária.

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Griveaux disse depois que Macron pediu a todos os partidos políticos, sindicatos, e líderes empresariais para que fosse enfatizassem a necessidade de manter a calma no país.

No entanto, protestos de estudantes e greves planejadas de sindicatos de setores de energia e portos para a semana que vem não indicam a diminuição do atual clima de luta.

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