Macron cumpre primeiro compromisso oficial no Arco do Triunfo

O centrista Emmanuel Macron participou na manhã desta segunda-feira (8) de seu primeiro compromisso como presidente eleito; no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado de seu padrinho político François Hollande, ele esteve na cerimônia que celebra a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial após a capitulação nazista

O centrista Emmanuel Macron participou na manhã desta segunda-feira (8) de seu primeiro compromisso como presidente eleito; no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado de seu padrinho político François Hollande, ele esteve na cerimônia que celebra a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial após a capitulação nazista
O centrista Emmanuel Macron participou na manhã desta segunda-feira (8) de seu primeiro compromisso como presidente eleito; no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado de seu padrinho político François Hollande, ele esteve na cerimônia que celebra a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial após a capitulação nazista (Foto: Aquiles Lins)


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Rádio França Internacional - O centrista Emmanuel Macron participou na manhã desta segunda-feira (8) de seu primeiro compromisso como presidente eleito. No Arco do Triunfo, em Paris, ao lado de seu padrinho político François Hollande, ele esteve na cerimônia que celebra a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial após a capitulação nazista.

François Hollande estava sorridente e relaxado após a vitória de Macron. O maior receio do líder socialista era transferir as chaves do Palácio do Eliseu à extremista Marine Le Pen. Hollande desfilou pela avenida do Champs Elysées, em carro fechado, cercado por batedores, e cumprimentou Macron calorosamente sob o Arco do Triunfo. Já o futuro chefe de Estado manteve um ar grave durante toda a cerimônia, como se estivesse se apropriando da responsabilidade da futura função.

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Ao final da cerimônia, que durou pouco mais de uma hora, os dois cumprimentaram franceses e turistas que foram à avenida, cartão postal de Paris, para assistir à comemoração tradicional do 8 de maio de 1945. Hollande disse que convidou Macron para o ato para marcar "a passagem do bastão", como se faz na competição esportiva.

Na sequência, Macron passa a tarde na sede de seu movimento Em Marcha! para discutir o futuro da formação política fundada há pouco mais de um ano. Ele vai se desligar da presidência do movimento para se dedicar exclusivamente à formação de seu futuro governo.

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O centrista já definiu o nome de seu primeiro-ministro, mas só vai anunciar o escolhido quando tomar posse no Palácio do Eliseu. A cerimônia de passagem do cargo foi confirmada para acontecer no próximo domingo, 14 de maio, dia em que se encerra o mandato do socialista.

Brancos e nulos batem recorde

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O Ministério do Interior, que organiza o processo eleitoral, confirmou hoje o resultado final da votação. Emmanuel Macron foi eleito com 66,1%, o equivalente a 20.753.797 de votos. A adversária, Marine Le Pen, obteve 10.644.118 de vozes, ou seja, 33,9%. A eleição também mostrou que um grande número de franceses — 25,44% — se abstiveram, percentual superior à abstenção no primeiro turno, que foi de 22,23%. O número de votos brancos (8,51%) e nulos (2,96%) totalizou mais de 4 milhões de eleitores, um recorde nos últimos 60 anos.

Ontem, ao celebrar sua vitória na esplanada do Museu do Louvre, local simbólico por representar ao mesmo tempo uma França histórica, mas também moderna e ousada, Macron subiu ao palco ao som da "Ode à Alegria", o hino da Europa.

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No seu discurso, o mais jovem presidente da França, de 39 anos, disse que uma nova página, cheia de esperança, se abre para o país. Ele se referiu aos desafios imensos, entre eles, um dos mais urgentes: reunificar a França, que sai profundamente dividida dessas eleições. "Eu lutarei com todas as minhas forças contra as divisões que nos enfraquecem", afirmou Macron. Cercado pela família, ele deixou o palco depois de cantar emocionado A Marselhesa.

Marine Le Pen, candidata derrotada, fez um breve discurso na noite de ontem reconhecendo a vitória de Macron. Ela agradeceu os milhares de votos que recebeu, mais do que o dobro de seu pai, Jean Marie Le Pen, na eleição de 2002, vencida por Jacques Chirac. Le Pen anunciou uma refundação de seu partido de extrema-direita que irá mudar de nome, e se colocou como a maior força de oposição no país.

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