Macron acredita que não há solução militar para o conflito na Ucrânia

Macron afirmou que o que é necessário hoje é "uma ofensiva militar da Ucrânia que destrua a frente russa, a fim de desencadear um retorno às negociações"

Emmanuel Macron
Emmanuel Macron (Foto: AFP)


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Paris, 19 de fevereiro (Prensa Latina) - O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou neste domingo (19) que não há solução militar para o conflito na Ucrânia e defendeu o retorno às negociações, sem abandonar o apoio a Kiev.

Em sua opinião, nenhuma das partes opostas, Rússia e Ucrânia, conseguirá uma vitória total na guerra que completará um ano em 24 de fevereiro, hostilidades que Moscou define como uma operação especial em defesa de sua segurança e que as potências ocidentais acreditam ser um ataque ao seu vizinho.

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Falando ao Le Journal du Dimanche, o presidente estimou que os efeitos das mobilizações dos beligerantes são menores do que o esperado e têm limites em suas capacidades.

No contexto da celebração da Conferência de Segurança de Munique e do próximo aniversário do conflito, Macron afirmou que o que é necessário hoje é "uma ofensiva militar da Ucrânia que destrua a frente russa, a fim de desencadear um retorno às negociações".

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A França tem sido um dos países ativos no envio de armas a Kiev, apesar das advertências russas de que tal postura só leva a uma escalada e afasta o fim da guerra.

O chefe de estado insistiu em seu desejo de que a Rússia fosse derrotada, mas sem "esmagá-la".

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"Não penso como outros que querem ver a Rússia totalmente derrotada, esmagando-a, não foi e não será a posição da França", disse o presidente francês, que no passado conversou várias vezes com seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre uma solução para o conflito.

Macron também defendeu o “rearmamento” europeu face ao atual conflito, que segundo ele, vai além de comprar armas, sendo necessário produzi-las.

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