Macri recua de reduzir carga tributária

O pacote de bondades anunciado pelo governo do presidente Maurício Macri, com medidas favoráveis aos trabalhadores argentinos, acabou sendo fortemente diluído; chefe de Estado da Argentina anunciou uma redução do imposto de renda, mas no dia seguinte esclareceu que pelo menos até 2017 esse benefício será menor do que se previa, enquanto a imprensa local alertava que a reforma tributária poderá deixar mais prejudicados do que beneficiados

Presidente eleito da Argentina Mauricio Macri dá entrevista coletiva em Buenos Aires. 23/11/2015 REUTERS/Enrique Marcarian
Presidente eleito da Argentina Mauricio Macri dá entrevista coletiva em Buenos Aires. 23/11/2015 REUTERS/Enrique Marcarian (Foto: Aquiles Lins)


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247 - O Governo de Mauricio Macri anunciou na semana passada medidas favoráveis aos trabalhadores argentinos, em meio a uma rápida aceleração da inflação, cujo índice anual saltou de 25% para 30% em três meses.

Reportagem do jornal El País desta terça-feira, 23, mostra que esse pacote de bondades, no entanto, acabou sendo fortemente diluído. Chefe de Estado da Argentina anunciou uma redução do imposto de renda, mas no dia seguinte esclareceu que pelo menos até 2017 esse benefício será menor do que se previa, enquanto a imprensa local alertava que a reforma tributária poderá deixar mais prejudicados do que beneficiados.

A redução do imposto de renda poderá beneficiar pouca gente. O Governo inicialmente havia informado que 180 mil argentinos deixariam de pagar o tributo, e outros 1,3 milhão desembolsariam menos, o que resultaria em um aumento de 22% da massa salarial líquida.

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Mas o Executivo chegou a prometer também que reajustaria automaticamente a tabela de isenções conforme a inflação, e 24 horas depois Macri esclareceu que isso só poderá acontecer a partir de 2017, por causa do impacto que a mudança teria sobre a arrecadação num momento em que a Argentina busca reduzir seu déficit fiscal, que é de 7% do PIB, segundo cálculos oficiais. Dessa forma, os aumentos salariais negociados em 2016 poderão acabar anulando a redução tributária anunciada com tanto entusiasmo pelo presidente argentino.

 

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