Macri diz que Venezuela pode ser um dos temas de reunião com Dilma

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta quarta-feira 2 que estará em Brasília na próxima sexta-feira 4 com a presidente Dilma Rousseff; em entrevista coletiva, ao lado da nova chanceler Susana Malcorra, Macri não antecipou os temas da conversa, mas deu a entender que a Venezuela pode ser um deles

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta quarta-feira 2 que estará em Brasília na próxima sexta-feira 4 com a presidente Dilma Rousseff; em entrevista coletiva, ao lado da nova chanceler Susana Malcorra, Macri não antecipou os temas da conversa, mas deu a entender que a Venezuela pode ser um deles
O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta quarta-feira 2 que estará em Brasília na próxima sexta-feira 4 com a presidente Dilma Rousseff; em entrevista coletiva, ao lado da nova chanceler Susana Malcorra, Macri não antecipou os temas da conversa, mas deu a entender que a Venezuela pode ser um deles (Foto: Gisele Federicce)


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Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta quarta-feira 2 que estará em Brasília na próxima sexta-feira (4) com a presidenta Dilma Rousseff. Em entrevista coletiva, ao lado da nova chanceler Susana Malcorra, Macri não antecipou os temas da conversa, mas deu a entender que a Venezuela pode ser um deles.

Ele, no entanto, evitou se posicionar sobre a divergência que ele e Dilma têm sobre a adoção da cláusula democrática contra a Venezuela no âmbito do Mercosul. Durante toda a campanha presidencial, Macri disse que vai invocar a cláusula por entender que o governo venezuelano está cometendo abusos, "com a perseguição de opositores e da liberdade de expressão".

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A cláusula democrática prevê desde a aplicação de sanções comerciais atá a suspensão do país, acusado de romper a ordem democrática, mas precisa de um consenso para ser aplicada. Macri já havia comentado sobre sua participação na próxima reunião da cúpula do Mercosul, que ocorre no dia 21 de dezembro, na capital paraguaia, Assunção. Além da Argentina, compõem o bloco regional o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela.

Já a presidenta Dilma, ao conceder entrevista a jornalistas em Paris, onde participou da abertura da conferência do clima, na última segunda-feira (30), manifestou uma opinião diferente. Ela afirmou que não vai apoiar o uso da cláusula democrática, como pretende o argentino, com o intuito de retaliar a Venezuela. Segundo a presidenta, é necessário um fato determinado para que a medida seja adotada no bloco.

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Ao ser perguntado sobre essa divergência e se ela seria abordada na audiência que ele terá com Dilma na sexta, Macri passou a palavra a sua chanceler. Susana Malcorra, que desde 2012 é chefe de gabinete do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), foi elegante e não comentou nada sobre um possível tensionamento em torno do tema. "Vamos invocar sim a cláusula democrática porque não consideramos justo [o que ocorre na Venezuela], porque lá não há liberdade de expressão. Lá, há perseguição aos líderes da oposição".

"Todo mundo sabe que vai ter eleição na Venezuela no dia 6. É importante a gente sentar e conversar sobre as eleições na Venezuela dentro de um contexto democrático", disse Susana ao ser indagada se a relação entre Macri e Dilma já começava mal e referindo-se à conversa que os dois terão na sexta.

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A Venezuela realiza eleições legislativas no próximo domingo para renovar 167 cadeiras no Congresso. Estão aptos a votar mais de 19 milhões de venezuelanos.

Macri foi eleito no último dia 22 de novembro. Ele toma posse no próximo dia 10. A vinda ao Brasil é a primeira viagem dele a um país vizinho depois das eleições. Após o encontro com Dilma, ele irá a São Paulo, onde se reunirá com empresários no sábado. Depois, ele segue para o Chile, onde terá uma audiência com a presidenta Michelle Bachelet.

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