Macri acaba com subsídio e conta de luz poderá subir até 600% na Argentina

Presidente recém-empossado, Mauricio Macri apresentou os primeiros detalhes de uma mudança na fórmula de cobrança, que poderá provocar um aumento entre 200% e 600% na conta de luz; a medida visa corrigir o desequilíbrio nas contas do país, que atingiram o maior déficit fiscal em três décadas; subsídio foi posto em prática pela gestão Kirchner

04/12/2015- Brasília- DF- Brasil- Entrevista coletiva do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, no Palácio do Planalto.
04/12/2015- Brasília- DF- Brasil- Entrevista coletiva do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, no Palácio do Planalto. (Foto: Gisele Federicce)


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Infomoney - Passados 13 anos de subsídio posto em prática pela gestão Kirchner e após um custo estimado em US$ 25 bilhões apenas em 2015, a Argentina passará por um momento de severo reajuste nas contas de luz.

Na última quarta-feira (27), como havia sido antecipado pela nova equipe política do governo recém-empossado de Mauricio Macri, foram apresentados os primeiros detalhes de uma mudança na fórmula de cobrança, que poderá provocar um aumento entre 200% e 600%, conforme apontou o jornal O Globo após consulta a economistas. A medida visa corrigir o desequilíbrio nas contas do país, que atingiram o maior déficit fiscal em três décadas.

Em um mês de governo, o novo presidente hermano já mexeu em pontos importantes da economia do país vizinho, liberalizando o mercado cambial, suspendendo a aplicação de licenças não automáticas de importação, iniciando diálogo com os credores da dívida e a tomada de iniciativas para recuperar a credibilidade do Indec, instituto de pesquisas acusado de manipular dados econômicos e sociais da Argentina.

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Em resolução divulgada no diário oficial local, o governo Macri informou que as novas tarifas entrarão em vigor entre o começo de fevereiro e o final de abril. O novo sistema prevê ainda a implementação de uma tarifa social para setores de baixos recursos e benefícios para quem adotar o uso racional da energia. As expectativas dos especialistas são de um teste de estresse maior do que o experimentado com as liberalizações no mercado cambial.

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