Lula vai usar viagem à China para fazer os Estados Unidos 'colocarem a mão no bolso'
Ao demonstrar uma aproximação com a China, o governo Lula espera que os EUA intensifiquem a procura por maiores cooperações com o Brasil
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247 - O presidente Lula (PT) viaja no final deste mês à China e levará consigo uma grande comitiva, com ministros, técnicos e empresários para realizar reuniões de alto nível com chinesas. No início de fevereiro, Lula esteve nos Estados Unidos, país que protagoniza uma disputa comercial e geopolítica com os chineses.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Lula usará a viagem à China para fazer os Estados Unidos 'colocarem a mão no bolso'. Isto porque esperava-se que durante a visita de Lula ao país norte-americano, fosse anunciada uma contribuição de até R$ 260 milhões para o Fundo Amazônia, entre outras parcerias de investimento e comércio. No entanto, o governo brasileiro ficou frustrado com a possibilidade de os EUA contribuírem com apenas R$ 68 milhões, aproximadamente.
"Decepcionado com o resultado da ida a Washington, Lula pretende usar a viagem a Pequim para atender dois objetivos. O primeiro deles é voltar a estreitar as relações com o gigante asiático, abaladas durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O país é o principal parceiro comercial do Brasil, com quem mantém um fluxo de R$ 125 bilhões. Além disso, o governo tenta pressionar os americanos a oferecerem novas parcerias de investimento, comércio e cooperação. De acordo com assessores, a ideia é levar os americanos a 'colocarem a mão no bolso'", diz a reportagem.
Os estadunidenses se preocupam com a crescente influência chinesa na América Latina, e o governo Lula aposta nisso para, ao dar uma demonstração de aproximação com a China, conseguir maior atenção dos Estados Unidos.
"Há a intenção de tratar de assuntos e buscar cooperação em diversas áreas econômicas, com ênfase em transição energética e segurança alimentar. Há ainda a perspectiva de um anúncio de parceria por parte da Embraer, tema que vem sendo tratado de modo reservado pelos brasileiros. Um dos pontos importantes da viagem será a assinatura de novo contrato de cooperação para pôr em órbita o satélite Cbers-6. Trata-se da nova fase da cooperação aeroespacial sino-brasileira, que já lançou outros satélites em conjunto", informa ainda a Folha.
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