Lula receberá Lavrov em Brasília após telefonema com Zelensky

O presidente Lula deve receber o chanceler russo, Sergei Lavrov, em abril

Lula participa de evento no Palácio do Planalto - 13/01/2023
Lula participa de evento no Palácio do Planalto - 13/01/2023 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Sputnik - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue disposto a atuar como um agente facilitador para negociações de paz diante do conflito ucraniano, de acordo com a imprensa brasileira.

Conforme informou o colunista Jamil Chade, do portal Uol, Lula deve telefonar nos próximos dias para o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, em meio ao seu esforço de mediar o conflito. Além disso, Lula deve receber o chanceler russo, Sergei Lavrov, em abril.

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De acordo com a reportagem, o acerto com Zelensky veio durante uma conversa entre os ministros das Relações Exteriores dos dois países, neste sábado (18), na Conferência de Segurança de Munique.

Durante essa mesma conferência, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, foi categórico ao afirmar que o Brasil não fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O diplomata citou que há uma "impossibilidade" geográfica para a adesão.

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 Enquanto os países da OTAN defendem um incremento exponencial de armamentos para a Ucrânia, o Brasil tem pregado a negociação da paz através da criação de um grupo de países que possa mediar o conflito.

Mesmo pressionado pelo Ocidente a enviar armamentos e munições, Brasília mantém a posição neutra. Em encontro com o presidente dos EUA, Joe Biden, em Washington, Lula reforçou a postura.

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A posição do Brasil é a mesma de outros países da América Latina, inclusive da Colômbia, que é oficialmente "parceira global" da OTAN.

Moscou tem indicado repetidamente que está pronta para as negociações de paz, mas Kiev criou uma legislação que prevê uma proibição das mesmas. Zelensky chegou a dizer no G20 que não haverá nenhum terceiro acordo de Minsk.

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O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse à Sputnik que tais palavras "confirmam absolutamente" o posicionamento de Kiev de indisponibilidade para negociar. O Ocidente pede constantemente à Rússia para negociar, o que Moscou demonstrou sua vontade de fazer, mas ao mesmo tempo o Ocidente ignora a constante recusa de Kiev em negociar.

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