Lula: EUA, Rússia e países europeus "decidem a guerra" sem sequer consultar Conselho de Segurança da ONU
Presidente Lula voltou a defender expansão do órgão da ONU durante coletiva com o homólogo português, Marcelo Rebelo
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Unidas, órgão composto por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido (membros permanentes, com poder de veto).
A ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança é uma antiga demanada da diplomacia brasileira, e o próprio presidente Lula já saiu em defesa da expansão em diversas ocasiões.
Falando em uma conferência de imprensa em Lisboa, ao lado do homólogo português, Marcelo Rebelo, o presidente Lula citou EUA, Rússia, França e Inglaterra ao denunciar que "os membros do Conselho decidem a guerra" unilateralmente.
"O Brasil tem brigado muito para que a gente reveja sobretudo o Conselho de Segurança da ONU, os membros permanentes. É preciso entrar mais países, mais continentes, e restabelecer uma nova geografia, porque a geografia de 1945 não é a mesma. Os continentes mudaram, os países mudaram e a gente não pode continuar com os membros do conselho fazendo guerra. Eles são membros do conselho e eles decidem a guerra sem consultar sequer o conselho. Foram os Estados Unidos contra o Iraque, a Rússia contra a Ucrânia, e a França e a Inglaterra contra a Líbia. Ou seja, eles mesmos desrespeitam as decisões do Conselho de Segurança e, por isso, vamos tentar mudar. O Brasil está brigando para que a gente tente convencer outros países a fazerem pressão para a gente ter um número mais representativo, acabar com o direito de veto para que a ONU possa fazer valer as decisões que a gente toma na questão ambiental", disse o presidente Lula.
Mercosul-UE
Durante a coletiva, Rebelo falou das negociações do acordo comercial entre União Europeia, bloco do qual Portugal faz parte, e Mercosul. Segundo ele, o acordo seria importante para as duas partes.
"Reforço a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia. É muito importante e Portugal tem sido firme na defesa desse acordo que consideramos tão importante para os dois poderes econômicos constituídos entre Mercosul e União Europeia e para todo o mundo", disse Rebelo.
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