Londres acusa hackers russos de tentativa de roubo de pesquisas sobre vacina contra coronavírus
De acordo com a agência britânica de segurança cibernética, hackers que trabalham para o serviço de inteligência da Rússia tentaram roubar informações sobre os projetos de vacinas contra o novo coronavírus
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247 - A agência britânica de segurança cibernética acusou, nesta quinta-feira (16), hackers, que "quase com toda certeza" trabalham para o serviço de inteligência da Rússia, de tentar roubar informações sobre os projetos de vacinas contra o novo coronavírus. O ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que os culpados serão "responsabilizados".
"Enquanto alguns estão perseguindo de forma imprudente seus interesses egoístas, o Reino Unido e seus aliados continuam seu trabalho duro para encontrar uma vacina e proteger a saúde global", afirmou ele em comunicado, segundo informações divulgadas pela agência AFP.
A acusação, negada pelo governo russo, é feita num contexto de estremecimento na relação entre Londres e Moscou, com suspeitas de interferências russas nas legislativas britânicas de dezembro passado e no referendo de 2016 do Brexit.
De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC, na sigla em inglês), além do Reino Unido, os hackers miravam organismos de pesquisa e desenvolvimento de vacinas dos Estados Unidos e do Canadá.
"O NCSC avalia que (o grupo) APT29, também chamado 'Dukes' ou 'Cozy Bear', com quase toda certeza opera como parte dos serviços de inteligência russos", afirmou o Centro, segundo o qual os governos americano e canadense têm a mesma opinião.
"O Reino Unido continuará a combater aqueles que executam ataques cibernéticos e trabalhará com nossos aliados para que os autores prestem contas", advertiu o chanceler britânico.
Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, citado pela agência Tass, afirmou que o governo do seu país rejeita "essas acusações, bem como as novas alegações sem fundamento sobre uma interferência nas eleições de 2019".
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