Liga Árabe reage à abertura de escritório do Brasil em Jerusalém: "grave violação do status internacional"

Conselho da Liga dos Estados Árabe, que congrega 22 países do Oriente Médio e do Norte da África, afirmou que a abertura de um escritório comercial em Jerusalém por parte do governo Jair Bolsonaro é "uma grave regressão e violação do status legal internacional" da cidade e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU

(Foto: Reuters)


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247 - O Conselho da Liga dos Estados Árabes reagiu de forma dura a abertura de um escritório comercial em Jerusalém por parte do governo Jair Bolsonaro. Para a Liga Árabe que congrega 22 países do Oriente Médio e do Norte da África, a iniciativa é  "uma grave regressão e violação do status legal internacional" da cidade e, também, das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O escritório foi inaugurado no último domingo (15) e contou com a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, em uma sinalização de que a embaixada brasileira poderá ser transferida em breve de Tel Aviv para Jerusalém . 

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Segundo reportagem da BBC, a Liga Árabe disse, em nota que as atuais posições do governo brasileiro “representam uma transformação radical de suas posições históricas em relação à questão palestina e ao processo de paz" na região. 

“No comunicado divulgado nesta quinta, a Liga Árabe diz que o secretário-geral da organização, Ahmed Abou El-Gheit, enviou em 4 de novembro uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil para expressar "sua forte insatisfação com o anúncio do Brasil de abrir um escritório comercial em Jerusalém, alertando que essa etapa afetaria negativamente as relações históricas entre os países árabes e o Brasil", ressalta o texto da reportagem.

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