Liga Árabe diz que mudança de política sobre asssentamentos acaba com legitimidade dos EUA
A Liga Árabe condenou veementemente nesta terça-feira a mudança de posição dos Estados Unidos em relação à situação dos territórios ocupados da Cisjordânia e afirmou que considerar que a situação não viola o direito internacional quebra o que resta de legitimidade a Washington nesse assunto.
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EFE - A Liga Árabe condenou o anúncio feito na segunda-feira (18) pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo sobre a mudança do entendimento dos EUA acerca dos assentamentos israelenses em territórios palestinos.
As críticas foram feitas em declaração da Liga Árabe no Cairo, nesta terça-feira, pelo secretário-geral, Ahmed Abulgueit
"Essa posição infeliz dos Estados Unidos é um desenvolvimento extremamente negativo e tira o que resta de legitimidade moral deles nesta questão. A mudança estimulará os colonos israelenses a cometerem mais violência e brutalidade contra os residentes palestinos", criticou Abulgueit em comunicado.
Além disso, ainda na visão da Liga Árabe, a postura dos americanos mina qualquer possibilidade de alcançar uma paz baseada no fim da ocupação num futuro próximo através do esforço dos próprios EUA.
O secretário-geral firmou que o direito internacional é formulado por toda a comunidade e não por um único país, por mais importante que seja, sublinhando que a ocupação israelense do território palestiniano é denunciada por todo o mundo. "Os colonatos permanecem legalmente nulos e sem efeito e uma vergonha para quem os pratica ou apoia do ponto de vista moral", disparou.
Pompeu anunciou em Washington uma posição que rompe com um ponto-chave da política dos EUA em relação a Israel nas últimas quatro décadas ao anunciar seu repúdio a uma opinião legal de 1978 na qual o Departamento de Estado rotulou os assentamentos como "incompatíveis com o direito internacional".
Desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, as relações com a Palestina caíram para um mínimo quase inexistente devido à decisão de transferir a embaixada em Israel para Jerusalém.
Além dessa decisão, houve outras, como a revogação de vistos a funcionários do alto escalão palestino, a suspensão da ajuda à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) e a ajuda a instituições que trabalham com pessoas da região.
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