Líderes africanos se unem contra Boko Haram
Os cinco chefes de Estado africanos que se reuniram em Paris com o presidente francês, François Hollande, adotaram um plano regional de luta contra o grupo islâmico armado nigeriano Boko Haram, considerado pelos líderes "uma ameaça" à África; "Estamos aqui para declarar guerra ao Boko Haram", afirmou em uma conferência de imprensa conjunta o presidente dos Camarões, Paul Biya
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
O plano aprovado na reunião prevê "a coordenação dos serviços de informações, a troca de informações, a vigilância das fronteiras, a presença militar na região do Lago do Chade [perto da fronteira com a Nigéria] e a capacidade de intervenção em caso de perigo", explicou François Hollande.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, criticado pela lentidão com que tem reagido aos abusos do Boko Haram, disse estar "totalmente empenhado" em encontrar as mais de 200 adolescentes raptadas pelo grupo há mais de um mês, um ato que indignou a comunidade internacional. "Estamos totalmente empenhados em encontrá-las, onde quer que estejam", assegurou.
O presidente do Chade, Idriss Deby, destacou, por sua vez, "a determinação de enfrentar os terroristas que assolam a região". Segundo ele, "deixá-los continuar é correr o risco de ver a região mergulhar na desordem".
Thomas Boni Yayi, presidente do Benim, salientou que "a intolerância religiosa não tem lugar em África". Já o presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, considerou positivo o fato de a reunião em Paris ter permitido discutir "o desenvolvimento econômico e social" para combater a miséria que favorece o aparecimento de movimentos como o grupo radical nigeriano.
Repesentantes dos Estados Unidos, do Reino Unido e da União Europeia também estiveram presentes no encontro em Paris.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247