Líder palestino pede que ONU impeça que Israel continue a cometer crimes
Mahmud Abbas descreveu ao representante da ONU os ataques brutais das forças de ocupação israelenses contra os palestinos
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247 - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu à ONU que aja para impedir a nova escalada israelense na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que inclui violações contínuas da mesquita de Al Aqsa, informou nesta quarta-feira (20) uma fonte oficial.
Na noite da terça-feira, Abbas recebeu o enviado especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Tor Wennesland, a quem entregou uma carta endereçada ao secretário-geral da organização internacional, Antonio Guterres, informou a agência oficial de notícias Wafa.
O presidente descreveu a Wennesland "uma imagem dos ataques brutais das forças de ocupação israelenses e grupos extremistas de colonos", disse a agência de notícias.
O líder palestino salientou que essas ações causaram ferimentos e prisão de centenas de compatriotas, enquanto ele rejeitou categoricamente qualquer mudança no status quo histórico daquela mesquita, considerada o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos.
Ele também instou as Nações Unidas a mobilizar a comunidade internacional "para acabar com a injustiça histórica contra o povo palestino".
Em sua conta no Twitter, Wennesland descreveu a reunião como construtiva e confirmou sua disposição de trabalhar para reduzir a tensão nos territórios ocupados.
Em um comunicado divulgado no dia anterior, o funcionário pediu a todas as partes que evitem a escalada e mantenham o status quo dos locais sagrados em Jerusalém.
Na sexta-feira passada, vários policiais israelenses invadiram Al Aqsa, que faz parte do complexo religioso conhecido como Esplanada das Mesquitas, na área ocupada de Jerusalém Oriental.
A operação visava expulsar os fiéis muçulmanos para permitir a entrada de colonos judeus na esplanada por ocasião do início de Pessach, feriado que marca o início do êxodo daquele povo.
Desde então, os soldados de Tel Aviv entraram diariamente no complexo para forçar os palestinos a sair e proteger a entrada de seus compatriotas.
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