Lejeune Mirhan: "acordo de paz" foi abraço de afogados

Para o professor, escritor e analista internacional Lejeune Mirhan, o acordo anunciado pelo presidente dos EUA na última semana, ao lado do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, “não é um plano de paz, é um plano de tomada e de conquista integral da Palestina”. Assista

Lejeune Mirhan, Donald Trump e Benjamin Netanyahu
Lejeune Mirhan, Donald Trump e Benjamin Netanyahu


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247 - O professor e analista internacional Lejeune Mirhan, em entrevista à TV 247, comentou o “plano de paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na última semana. O acordo prevê a adoção de dois estados na região: Israel e Palestina, que passaria a ser reconhecida pelos EUA como um estado soberano com capital em Jerusalém Oriental, mas o mandatário americano também disse que Jerusalém continuaria indivisível como capital israelense.

Lejeune Mirhan afirmou que Trump e Netanyahu lançam o acordo de forma desesperada, já que ambos estão ameaçados politicamente. “Aquela coletiva de imprensa do Netanyahu ao lado de Donald Trump é um abraço dos afogados. Donald Trump está acossado pelo impeachment no Senado, nós sabemos que tem dificuldades de aprovar o impeachment porque os republicanos têm maioria, mas ele está em terceiro na pesquisas. O Netanyahu, desesperadamente, está concorrendo como indiciado como réu em um processo. Ele luta pelo seu futuro. São dois caras sem futuro político nenhum, perseguidos pela história”.

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Para Mirhan, Trump não propõe paz entre Palestina, Israel e os EUA. Ele explicou que a intenção do plano é a “conquista integral da Palestina”. “Não é um plano de paz, é um plano de tomada e de conquista integral da Palestina. Este é um ultimato que o Trump deu aos palestinos, ‘ou vocês aceitam isso ou nós vamos anexar totalmente a palestina’. Os detalhes do acordo apresentado são draconianos. Se os palestinos não aceitarem, o Trump irá cortar a ajuda humanitária e fará uma campanha para outros países também cortarem recursos da Palestina. Isto é ultimato, não é uma proposta de paz”.

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