Lavrov diz que Moscou está pronta para segunda rodada de negociações e acusa Ucrânia de querer "ganhar tempo por ordem dos EUA"

O presidente ucraniano exige um cessar-fogo para retomar o diálogo com os russos: "é necessário pelo menos parar de bombardear as pessoas"

Sergey Lavrov e Volodymyr Zelensky
Sergey Lavrov e Volodymyr Zelensky (Foto: Reuters)


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247 com Sputnik - Nesta quarta-feira (2), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que o Ocidente se recusou a cumprir as demandas da Rússia na construção da agenda de segurança europeia e acusou a Ucrânia de "ganhar tempo" por ordem dos Estados Unidos para retomar as negociações pelo fim da guerra. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por outro lado, exige que "pelo menos" a Rússia pare de "bombardear as pessoas" para que o diálogo possa ser retomado.

"A Rússia não permitirá que a Ucrânia adquira arsenais nucleares", disse Lavrov que salientou ainda que uma terceira guerra mundial seria nuclear e destrutiva.

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No tocante à situação na Ucrânia, em entrevista à Al Jazeera, Lavrov disse que Moscou está se preparando para a segunda rodada de negociações com Kiev, mas que o lado ucraniano está se arrastando a mando de Washington.

"Estamos prontos para a segunda rodada de negociações, mas o lado ucraniano está ganhando tempo por ordem dos EUA", destacou Lavrov.

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Segundo o ministro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a delegação russa vai esperar os negociadores ucranianos no local das negociações na noite de hoje.

Peskov confirmou anteriormente que o assessor presidencial Vladimir Medinsky continua sendo o principal negociador russo nas negociações da Rússia com a Ucrânia.

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Enquanto o presidente norte-americano Joe Biden, em entrevista coletiva, declarou que a Rússia estaria "isolada do mundo mais do que nunca", o representante do Kremlin afirmou que o país "tem muitos amigos, e não dá para isolá-lo".

Ainda segundo o ministro, a Rússia estava pronta para as sanções, mas não esperava que tais medidas fossem atingir atletas, jornalistas e representantes do setor cultural do país.

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"A Rússia tem muitos amigos e não dá para isolá-la", disse o chefe da diplomacia russa.

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