Lavrov diz lamentar que ONU tenha perdido oportunidade de alcançar solução política na Ucrânia

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, as Nações Unidas deveriam instar Kiev a parar de impedir a evacuação de civis das zonas da operação militar especial da Rússia

(Foto: Ivan Sekretarev)


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Sputnik Brasil - Durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu colega de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, em Mascate, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou lamentar que a ONU tenha perdido a oportunidade de chegar a uma solução política para a crise na Ucrânia.

"Para meu grande pesar, o secretariado desta organização [ONU], incluindo o seu secretário-geral, perdeu a oportunidade de alcançar um acordo político quando durante sete longos anos não reagiu de forma alguma à sabotagem aberta e direta do regime de Kiev à Resolução do Conselho de Segurança 2202, que aprovou os Acordos de Minsk sobre o tratado no leste da Ucrânia."

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Lavrov salientou ainda que a ONU deveria despender esforços dialogando com Kiev para que as zonas de conflito possam ser evacuadas adequadamente.

"Tendo em conta o interesse demonstrado por António Guterres [secretário-geral da ONU], nós o aconselhamos, em primeiro lugar, a dirigir seus apelos às autoridades de Kiev, para exigir que parem de impedir que os civis deixem as áreas da operação militar", disse Lavrov.

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O chefe da diplomacia russa acrescentou que um representante da ONU "está atualmente no terreno" e está "tentando ajudar a resolver os problemas que levantamos".

Em 26 de abril, o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Moscou e conversou com o presidente russo, Vladimir Putin. Guterres disse que a crise na Ucrânia é sua principal preocupação, acrescentando que chegou com uma posição pragmática e com a intenção de, antes de tudo, ajudar a resolver questões humanitárias na zona de conflito. O secretário-geral confirmou que a ONU está pronta para trabalhar com os militares russos e ucranianos, bem como com a Cruz Vermelha, para evacuar civis da siderúrgica Azovstal em Mariupol, onde permanece o último reduto de neonazistas ucranianos.

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Quando foi questionado sobre a perspectiva de uma guerra na Europa, Lavrov reiterou que a Rússia não está buscando uma guerra.

"Se você está preocupado com a perspectiva de uma guerra na Europa, nós absolutamente não queremos isso, mas chamo sua atenção para o fato de que é o Ocidente que insiste constantemente que a Rússia deve ser derrotada nesta situação", disse Lavrov a repórteres.

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Nesta quarta-feira, 11, António Guterres, realizou uma entrevista coletiva após seu encontro com o presidente austríaco, Alexander Van der Bellen, sobre a crise na Ucrânia. Para o secretário-geral, a possibilidade de se obter a paz ou uma trégua na Ucrânia, no momento, não lhe parece visível.

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