Kremlin: Afirmação de Stoltenberg ao associar vitória russa a derrota da Otan atesta que aliança luta junto a Kiev

Declaração do secretário-geral mostra que Ucrânia e Otan compartilham estratégia

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin (Foto: EVGENIA NOVOZHENINA/REUTERS)


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Sputnik - Após as manifestações de terça-feira (11) do líder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, e dos ministros do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), o Kremlin afirmou que o Ocidente está lutando ao lado de Kiev e não pune a Ucrânia pelos crimes dela.

A declaração do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, de que a vitória da Rússia na Ucrânia significaria a derrota da aliança pode ser considerada um reconhecimento do fato de que a Aliança Atlântica luta na Ucrânia, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quarta-feira (12).

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Quando perguntado se a declaração de Stoltenberg pode ser considerada um reconhecimento desse fato, Peskov respondeu afirmativamente.

Sobre as declarações do G7, Peskov disse que os países ocidentais querem constantemente levar alguém à justiça, e que, portanto, deveriam considerar responsabilizar Kiev por seus crimes.

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Após uma reunião na terça-feira, o G7 reiterou seu apoio a Kiev e condenou as ações de Moscou, anunciando sua intenção de responsabilizar a liderança russa.

"Você sabe que há aspirações constantes de responsabilizar alguém [no G7]. Eu gostaria muito de esperar que mais cedo ou mais tarde eles queiram responsabilizar o regime de Kiev pelos crimes que comete constantemente", disse Peskov a repórteres.

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Depois que os países ocidentais excluíram a Rússia das investigações aos ataques aos oleodutos Nord Stream (Corrente do Norte), o porta-voz do Kremlin admitiu que a energia se tornou um alvo para terroristas e que os incidentes nos oleodutos são bons exemplos disso.

"A energia é o setor que nos desenvolve [...] e é também aquele que se torna alvo de ações criminosas de terroristas, como vimos com os gasodutos [Nord Stream]. É do setor da energia que depende o futuro de toda a humanidade, inclusive o futuro de nosso país", afirmou ele.

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