Kirchner: integração regional não impediu o golpe no Brasil
"É evidente que o eixo formado por Brasil e Argentina em toda a nossa história tem sido significativo e relevante para imprimir o seu ritmo para a região, (mas) essa relação de forças não teve força suficiente para evitar, por exemplo, a deposição de Dilma Rousseff, que aconteceu sob o disfarce de um processo parlamentar", disse Cristina Kirchner durante seu discurso no III Encontro Latino-americano Progressista
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Da Agência Sputinik – A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, ressaltou nesta quinta-feira a importância do eixo Argentina-Brasil, quando governos progressistas comandavam ambas as nações, mas reconheceu que a integração regional não teve "forças suficientes" para impedir a deposição de Dilma Rousseff e advertiu para uma “restauração conservadora" na região
"É evidente que o eixo formado por Brasil e Argentina em toda a nossa história tem sido significativo e relevante para imprimir o seu ritmo para a região, (mas) essa relação de forças não teve força suficiente para evitar, por exemplo, a deposição de Dilma Rousseff, que aconteceu sob o disfarce de um processo parlamentar", disse Cristina Kirchner durante seu discurso no III Encontro Latino-americano Progressista (ELAP).
A ex-presidenta também disse que os governos progressistas "foram capazes de construir uma unidade e integração em tempos difíceis vividos por Bolívia e Equador, que permitiu neutralizar processos desencadeados por movimentos que queriam destituir os presidentes” desses países.
A política destacou que o seu marido, falecido Nestor Kircher, e o ex-presidente Lula, pagaram as respectivas dívidas externas "e nunca permitiram que o FMI supervisionasse as políticas do nosso país".
No entanto, advertiu Kirchner, “precisamos perceber que o neoliberalismo está criando um novo tipo de sujeito social, através do qual implementa suas políticas, nas quais os movimentos sociais e democráticos pretendem ser esquecidos”.
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