Kirchner diz que morte de promotor “não foi suicídio”
Presidente da Argentina recua e afirma agora estar "convencida" de que Alberto Nisman não tirou sua própria vida; em carta publicada nesta quinta-feira 22, Cristina Kirchner ressalta que o promotor havia recebido informações falsas para compor sua denúncia contra o governo
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247 – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, publicou um longo texto nesta quinta-feira 22 em que diz estar "convencida" de que a morte do promotor Alberto Nisman, cujo corpo foi encontrado em sua casa, em Buenos Aires, na noite de domingo 18, "não foi um suicídio".
Nisman era autor de uma denúncia que acusava o governo argentino de ter trabalhado para encobrir o Irã na participação de um atentado terrorista contra a associação israelita AMIA em 1994, que deixou 85 mortos. Na segunda-feira 19, o promotor iria ao Congresso detalhar o caso.
Na carta, Cristina diz que a denúncia de Nisman continha informações falsas que haviam sido "plantadas", para que ele acusasse o governo. Mas o promotor, segundo ela, não sabia disso. A operação contra o governo argentino, diz Cristina, não era a denúncia de Nisman em si.
"A verdadeira operação contra o governo era a morte do promotor depois de acusar a presidente, seu chanceler e o secretário-geral do [grupo juvenil] La Cámpora de acobertar os iranianos acusados do atentado terrorista contra a AMIA", diz a presidente. "Nisman não sabia e, provavelmente, nunca soube", afirma.
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