Khamenei mantém defesa de políticas anti-EUA
Líder supremo iraniano, o aiatolá preservou seu posicionamento sobre o acordo nuclear do Irã, mas em um pronunciamento veemente prometeu manter a oposição aos Estados Unidos e suas políticas relativas ao Oriente Médio, afirmando que Washington continua a perseguir a "rendição" do Irã; Khamenei, que dá a palavra final em questões de Estado, usou repetidamente a frase "caso seja esse texto aprovado ou não", insinuando que o acordo ainda precisa ganhar uma aprovação definitiva no meio político iraniano, amplamente dividido em facções
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DUBAI/BEIRUTE (Reuters) - O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, preservou, neste sábado (18), seu posicionamento sobre o acordo nuclear do Irã, mas em um pronunciamento veemente prometeu manter a oposição aos Estados Unidos e suas políticas relativas ao Oriente Médio, afirmando que Washington continua a perseguir a "rendição" do Irã.
Em um discurso numa mesquita de Teerã, pontuado por gritos de "Morte aos EUA" e "Morte a Israel", Khamenei disse que quer que os políticos examinem o acordo para garantir a preservação dos interesses nacionais, já que o Irã não permitirá que os princípios revolucionários e sua capacidade de defesa sejam afetados.
Um conservador radical dono da última palavra em assuntos de Estado, Khamenei usou repetidamente a frase "caso seja esse texto aprovado ou não", insinuando que o acordo ainda precisa ganhar uma aprovação definitiva no meio político iraniano, amplamente dividido em facções.
"Seja o acordo aprovado ou rejeitado, nunca vamos parar de prestar assistência a nossos amigos na região e aos povos de Palestina, Iêmen, Síria, Iraque, Barein e Líbano. Mesmo depois desse acordo, nossa posição política em relação aos arrogantes EUA não se modificam", disse ele.
Pelos termos do acordo alcançado na última terça-feira, as sanções econômicas contra o Irã serão retiradas gradualmente, em troca da aceitação por Teerã de limites ao seu programa nuclear, que o Ocidente suspeita ter intenções de construir uma bomba atômica. O Irã nega objetivos bélicos.
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