Kerry se encontra com líder iraquiano em Bagdá
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry se encontrou nesta segunda-feira com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, para pressionar por um governo mais inclusivo num momento em que forças federais abandonaram postos na fronteira com a Jordânia, deixando toda a fronteira oeste do Iraque fora do controle governamental
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Por Lesley Wroughton
BAGDÁ (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, se encontrou nesta segunda-feira em Bagdá com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, para pressionar por um governo mais inclusivo num momento em que forças federais abandonaram postos na fronteira com a Jordânia, deixando toda a fronteira oeste do Iraque fora do controle governamental.
Tribos sunitas assumiram o controle de um posto de passagem na fronteira entre o Iraque e a Jordânia na noite de domingo, depois que o Exército do Iraque se retirou da área após um confronto com rebeldes, disseram fontes do setor de inteligência iraquiano e jordaniano.
As tribos estão negociando a entrega do posto aos insurgentes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) que no fim de semana assumiram o controle de dois importantes postos de passagem na fronteira síria.
Kerry iria "discutir as ações em andamento dos EUA para ajudar o Iraque num momento em que se confronta com essa ameaça e fazer um apelo aos líderes iraquianos para que conduzam o mais rápido possível seu processo de formação do governo, de modo a formar um governo que represente os interesses dos iraquianos", disse a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki.
Kerry declarou no domingo que os Estados Unidos não iriam definir ou escolher quem dirige Bagdá. Ele afirmou, contudo, que o governo norte-americano notou a insatisfação entre curdos, sunitas e alguns xiitas com o modo de Maliki governar o país e enfatizou que os EUA querem que os iraquianos "encontrem uma liderança que esteja preparada para ser inclusiva e dividir o poder".
Uma autoridade do Departamento de Estado disse que os EUA acreditam que houve uma desaceleração no avanço dos militantes rumo a Bagdá, embora a tomada de remotas passagens de fronteira seja motivo de grande preocupação.
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