Justiça dos EUA confirma suspensão de decreto anti-imigração de Trump

Os três juízes do Tribunal de Apelações do 9º Circuito de San Francisco decidiram por unanimidade contra a ordem executiva do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre imigração; decisão representa um retrocesso substancial contra o poder executivo. Com a confirmação, a arquivamento da ordem executiva continuará valendo; No Twitter, Trump sinalizou que irá recorrer à Suprema Corte

Donald Trump 
Donald Trump  (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

Um tribunal federal decidiu contra a ordem executiva do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre imigração. A decisão dá prosseguimento a outra semelhante de um tribunal de distrito inferior que revertia a proibição de imigração.

Os três juízes do Tribunal de Apelações do 9º Circuito de San Francisco decidiram por unanimidade manter a suspensão. A decisão representa um retrocesso substancial contra o poder executivo. Com a confirmação, a arquivamento da ordem executiva continuará valendo.

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Na decisão, os juízes argumentam que o governo federal não conseguiu sustentar o mérito da ação e nem provou os prejuízos que o arquivamento da ordem assinada por Trump acarretariam ao país.

A decisão do presidente Trump levou a protestos nos EUA e no mundo inteiro, especialmente em aeroportos. De acordo com a nova decisão de agora há noite, imigrantes ou não-imigrantes da Síria, Sudão, Somália, Líbia, Iraque, Irã e Iêmen não estão mais suspensos de entrarem nos EUA. O governo Trump havia dito que nacionais destes sete países seriam "prejudiciais" aos interesses dos EUA.

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Como já se tornou praxe no anúncio de pontos chave do seu governo, Trump foi ao Twitter pouco depois da decisão oficial ser divulgada.

​Ele escreveu: "Vejo vocês no Tribunal, a segurança da nossa nação está em jogo!", dando a entender que vai levar o caso à Suprema Corte dos EUA (que atualmente tem uma cadeira vazia e passa por uma disputa ideológica de poder).

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A repórteres que se aglomeraram em torno do escritório do seu secretário de imprensa, o presidente repetiu a frase e acrescentou: "É uma decisão política. O que aconteceu hoje foi apenas uma decisão, mas nós vamos ganhar o caso".

Julgamento

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Na terça-feira, o Departamento de Justiça discutiu perante os juízes para a reintegração da proibição. O tribunal concedeu ao demandante e ao réu (o governo), 30 minutos para apresentar argumentos orais.

"O Congresso autorizou expressamente o presidente a suspender a entrada de estrangeiros", argumentou o assessor jurídico do Departamento de Justiça, acrescentando que a determinação da entrada e saída de indivíduos para a nação é uma questão de "soberania fundamental".

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Em determinado momento, porém, o advogado que representava Trump reconheceu: "Eu não tenho certeza se estou convencendo o tribunal".

A gravação de áudio ao vivo das audiências atraiu uma multidão de pelo menos 150.000 pessoas, de acordo com o Des Moines Register.

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A ordem foi derrubada por um magistrado indicado por George W. Bush, levando Trump a disparar um tweet em que ele questionou a legitimidade da decisão, referindo-se ao magistrado como um "suposto juiz".

Suprema Corte

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A agressão verbal foi percebida como um golpe contra o braço judicial do governo. Em resposta, o nomeado de Trump para ocupar o assento vazio da Suprema Corte, Neil Gorsuch, classificou os comentários do presidente de "desmoralizantes" e "desanimadores", em uma conversa privada com o senador democrata de Connecticut, Richard Blumenthal. Um porta-voz de Gorsuch confirmou a legitimidade dos comentários.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, deve influenciar alguns democratas moderados para garantir os 60 votos necessários para a nomeação de Gorsuch para a vaga.

Os senadores democratas expressaram preocupações sobre a capacidade de Gorsuch em desafiar Trump quando surgissem questões que desafiassem a doutrina da separação de poderes.

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