Justiça do Peru difere do Brasil e opta por não prender ninguém antes de ter provas

O Tribunal Constitucional peruano libertou o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, em vez de encarcerar outro ex-presidente, a vice-presidente e a líder da oposição no país, alvos de acusações similares; a prisão do casal havia sido justificada por um juiz pela "altíssima probabilidade" de que os dois tivessem cometido lavagem de dinheiro e associação criminosa com base em delações da Odebrecht no Brasil

Humala
Humala (Foto: Gisele Federicce)


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247 - A Justiça peruana tem diferido do Brasil em relação a prisões preventivas e criou um precedente recente, ao libertar o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher na semana passada, para que ninguém seja preso preventivamente sem que haja provas concretas de envolvimento em crimes e a condenação seja concluída.

A prisão do casal havia sido justificada pelo juiz Richard Carhuancho pela "altíssima probabilidade" de que os dois tivessem cometido lavagem de dinheiro e associação criminosa com base em duas delações da Odebrecht no Brasil, de Marcelo Odebrecht e Jorge Barata.

Durante os nove meses que ambos passaram presos a promotoria não apresentou nenhuma acusação para a abrir a sustentação oral, em uma investigação que se prolonga há mais de três anos, observou Carlos Rivera, diretor do Instituto de Defesa Legal (IDL).

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As delações brasileiras, nesse período, envolveram também outros nomes: os ex-presidentes Alejandro Toledo e Alan García, a vice-presidente, Mercedez Aráoz, e a líder da oposição, Keiko Fujimori. Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou à presidência em março diante de acusações, também teria recebido pagamentos irregulares da empreiteira.

Se não libertasse Humala e a esposa, o Tribunal Constitucional do Peru teria, na mesma lógica, de encarcerar os outros envolvidos em acusações similares. Diferente do Brasil, o caso indica que o Peru respeitará os direitos da presunção de inocência e só encarcerará quem estiver comprovadamente culpado.

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Com informações de Álvaro Mellizo, da agência EFE

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