Justiça boliviana libera e Evo Morales poderá se candidatar à reeleição

O Tribunal Constitucional da Bolívia, mais alta instância do Judiciário no país, autorizou nesta terça-feira (28) o presidente Evo Morales a concorrer mais uma eleição; caso ganhe o pleito de 2019, que seria sua quarta eleição, Morales ficará por 19 anos no poder

22/02/2016 - Bolívia - Evo Morales e aliados em entrega de obras para ligar La Paz a El Alto, no dia em que boatos sobre sua derrota em referendo surgiram com apuração dos votos. Foto: Enzo de Luca/ ABI
22/02/2016 - Bolívia - Evo Morales e aliados em entrega de obras para ligar La Paz a El Alto, no dia em que boatos sobre sua derrota em referendo surgiram com apuração dos votos. Foto: Enzo de Luca/ ABI (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

O Tribunal Constitucional da Bolívia, mais alta instância do Judiciário no país, autorizou nesta terça-feira (28) o presidente Evo Morales a concorrer mais uma eleição. Caso ganhe o pleito de 2019, que seria sua quarta eleição, Morales ficará por 19 anos no poder.

Em janeiro de 2016, Morales levou a decisão sobre uma possível nova candidatura para um plebiscito. Na ocasião, 51% dos bolivianos negaram a possibilidade de disputar uma nova eleição.

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A questão, entretanto, foi levantada novamente e o partido governista Movimento ao Socialismo (MAS) a apresentou ao Judiciário — que decidiu que Morales poderá concorrer novamente.

No poder desde 2006, Morales convocou uma Constituinte que aprovou a possibilidade reeleição. Já em 2010, foi reeleito com 64% dos votos. Conseguiu concorrer de novo em 2014 após a Justiça interpretar que as novas regras são válidas apenas para mandatos posteriores à nova Constituição e que, portanto, estaria em seu primeiro mandato. Venceu novamente.

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A decisão do Tribunal Constitucional foi comemorada por sindicatos e partidos favoráveis ao presidente, mas também foi alvo de críticas.

Os ex-vice-presidentes da Bolívia Jorge Quiroga (2001-2002) e Carlos Mesa (2003-2005) afirmaram que a democracia do país sofreu um "golpe" com a decisão da Justiça. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, também fez críticas ao processo.

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Caso Morales vença as próximas eleições, previstas para 2019, ele ficará até 2025 no poder, completando um total de 19 anos como presidente.

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