Julgamento de ex-presidente Áñez por "golpe de Estado" é suspenso na Bolívia

Áñez se declarou em greve de fome na terça-feira passada em uma prisão de La Paz, em protesto por um processo que, segundo ela, está repleto de irregularidades

Jeanine Áñez
Jeanine Áñez (Foto: REUTERS/David Mercado)


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LA PAZ (Reuters) - O julgamento da ex-presidente boliviana Jeanine Áñez, acusada de promover um golpe de Estado e da destituição do ex-presidente Evo Morales no final de 2019, foi suspenso nesta quinta-feira por um tribunal em La Paz. 

O processo deveria começar de maneira virtual devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, mas os advogados da ex-governante conseguiram adiar indefinidamente o julgamento argumentando sobre a vulnerabilidade dos direitos e do procedimento judiciais. 

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A política de oposição, presa preventivamente há 11 meses, pode ser condenada a 12 anos de prisão caso seja considerada culpada de violar a Constituição e as leis do país para chegar ao poder, segundo o Ministério da Justiça boliviano. 

A então senadora Áñez se proclamou presidente da Bolívia no dia 12 de novembro de 2019 com o apoio das Forças Armadas, durante uma crise política provocada por uma suposta fraude eleitoral cometida por Morales, e após a renúncia do ex-líder indígena por pressão social. 

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Áñez se declarou em greve de fome na terça-feira passada em uma prisão de La Paz, em protesto por um processo que, segundo ela, está repleto de irregularidades. 

"Estou desesperada por ver um país sem justiça nem lei, que a comunidade internacional entenda que a Justiça é de Evo Morales e Luis Arce (atual presidente do país)", diz uma carta pública de Áñez. "Não poderão ocultar da história a fraude que cometeram", aponta a ex-presidente. 

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