Julgamento da tentativa de assassinato de Macron tem início na França

Na França, Justiça precisará decidir se o plano de um grupo de militantes radicais para assassinar o presidente Emmanuel Macron consistia de fato em uma ameaça à segurança nacional

Macron discursa ao tomar posse para o segundo mandato
Macron discursa ao tomar posse para o segundo mandato (Foto: Reuters/Ag.Brasil)


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Sputnik -  Treze membros do grupo Barjols, que planejava assassinar o presidente da França, Emmanuel Macron, começam a ser julgados nesta terça-feira (17), em Paris. A defesa alega que o plano era apenas um esboço, uma ideia sem qualquer pretensão de ser concretizada.

A procuradoria, por outro lado, quer provar que não há dúvidas de que a organização tentou eliminar o presidente, pois "os investigados tinham vários projetos visando atacar os fundamentos democráticos da nossa sociedade".

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O problema, de acordo com a imprensa, é que os objetivos da organização não eram perfeitamente claros, e nada garante que os militantes estavam de fato determinados a protagonizar os atentados que planejaram.O processo que tem início nesta terça-feira (17) tem o objetivo de determinar "até onde os Barjols estavam dispostos a colocar seus planos em prática".

Os militantes do Barjols ganharam fama na França nos últimos anos por seus ataques contra imigrantes muçulmanos e mesquitas. Em 2018, de acordo com o órgão de Inteligência do Estado francês, o grupo tentou assassinar Emmanuel Macron.

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O ataque havia sido programado para ocorrer durante as comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, com a presença do chefe de Estado, no leste da França.

O funcionamento da organização ocorria essencialmente nas redes sociais, escreve a Rádio França Internacional (RFI), acrescentando que os militantes expressavam abertamente o ódio por minorias.

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Os extremistas estariam insatisfeitos com a política de imigração francesa, considerada excessivamente branda, e passaram a concentrar seus planos em um atentado contra o presidente.

Além da prisão dos membros determinados a protagonizar ataques, nos últimos anos, a polícia francesa também apreendeu armas e explosivos com alguns dos integrantes do Barjols.

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