Juízes que fazem política ameaçam a democracia, diz chefe da Unasul
Evitando se referir diretamente ao juiz Sérgio Moro, o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, criticou nesta quinta-feira, 24, a judicialização da política e afirma que juízes que estão fazendo "política sem responsabilidade" ameaçam a democracia; "O que também me preocupa é que depois da judicialização da política vem a politização da Justiça. Ou seja, juízes fazendo política abertamente. Acho que cada país deve examinar suas situações e circunstâncias particulares, e tirar suas conclusões", afirmou Samper em entrevista à BBC Brasil
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247 - O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, criticou nesta quinta-feira, 24, a judicialização da política e afirma que juízes que estão fazendo “política sem responsabilidade” ameaçam a democracia.
Para ele, é “preocupante juízes que fazem política abertamente”, dizendo que esta conduta tem se repetido em toda a América do Sul. "Estão aparecendo uma série de poderes representados por grupos econômicos, grupos de comunicação, juízes e promotores que viraram estrelas midiáticas e que se prestam para a judicialização da política, organizações não governamentais de caráter internacional. Todos são atores políticos que estão fazendo política, sem responsabilidade política. E de alguma maneira estão afetando a governabilidade democrática", afirmou Samper, em entrevista à BBC Brasil.
Segundo ele, grupos de comunicação dão uma espécie de protagonismo midiático a estes atores judiciais. "O enfraquecimento dos partidos políticos levou à transferência para a esfera judicial debates que deveriam ocorrer na esfera política. O que também me preocupa é que depois da judicialização da política vem a politização da Justiça. Ou seja, juízes fazendo política abertamente. Acho que cada país deve examinar suas situações e circunstâncias particulares, e tirar suas conclusões", afirma.
Em entrevista para a BBC Brasil, ele analisa o impeachment de Dilma Roussef, a crise na Venezuela e o cenário das relações dos países sul-americanos com a China após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.
Leia na íntegra a entrevista de Ernesto Samper.
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