Juíza dos EUA marca julgamento de Bannon por fraude envolvendo muro na fronteira para 2021

A Juíza Analisa Torres, de Manhattan, estabeleceu o dia 24 de maio de 2021 como data de julgamento do caso

Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20).
Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20). (Foto: Reuters/Andrew Kelly)


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(Reuters) - Uma juíza dos Estados Unidos marcou nesta segunda-feira para maio de 2021 o julgamento de Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, e três outros acusados de fraudar doadores com um suposto projeto para construir o muro prometido pelo presidente norte-americano na fronteira com o México.

Procuradores federais acusaram Bannon, o veterano da Força Aérea norte-americana Brian Kolfage e dois outros de orquestrarem um esquema para desviar centenas de milhares de dólares por meio de uma campanha de financiamento coletivo de 25 milhões de dólares chamada “We Build the Wall”.

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Bannon e Kolfage usaram centenas de milhares de dólares deste montante para cobrir despesas pessoais, de acordo com as acusações, que foram apresentadas em 20 de agosto.

Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea se declararam inocentes em uma audiência virtual nesta segunda-feira. Eles receberam direito a fiança e entregarão os passaportes. Bannon, de 66 anos, declarou inocência no início deste mês.

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A Juíza Analisa Torres, de Manhattan, estabeleceu o dia 24 de maio de 2021 como data de julgamento do caso.

Durante a audiência virtual, a juíza observou que só algumas salas do edifício estão preparadas para lidar com os desafios técnicos criados pela pandemia do novo coronavírus.

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“Serei otimista e torcerei para termos salas disponíveis”, disse.

Kolfage perdeu as duas pernas e a mão direita em um ataque de foguete no Iraque em 2004.

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Bannon, que foi um dos principais conselheiros da campanha presidencial de Trump e mais tarde estrategista-chefe da Casa Branca, ajudou a articular o populismo de direita e a oposição feroz à imigração que contribuíram para definir os três anos e meio de Trump no cargo.

Torres alertou os réus e seus advogados a não fazerem comunicados públicos que poderiam prejudicar a imparcialidade dos jurados ou a legitimidade do julgamento, e disse que pode emitir uma “ordem especial” para restringir suas atividades. Os quatro réus disseram a Torres que entenderam.

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Em um documento legal registrado na semana passada, procuradores pediram à juíza que alertasse Kolfage e os três outros réus a não fazerem “comunicados extrajudiciais” que poderiam influenciar o corpo de jurados, citando o que classificaram como um “fluxo contínuo” de “postagens (muitas vezes) altamente incendiárias” de Kolfage nas redes sociais.

Estas incluem descrições do caso como uma “caça às bruxas” e um esforço político visando apoiadores de Trump e doadores do “We Build the Wall”, de acordo com o documento legal.

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