Juiz condena estupradores à morte na Índia
Argumento foi de que o "crime repugnante", segundo o juiz, "chocou a consciência coletiva da sociedade"; sua decisão condenou à morte todos os quatro homens indianos acusados de estuprar e matar uma mulher de 23 anos em Nova Délhi
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Sruthi Gottipati e Sanjeev Miglani
NOVA DÉLHI, 13 Set (Reuters) - Todos os quatro homens indianos acusados de estuprar e matar uma mulher de 23 anos de idade em Nova Délhi foram condenados a morte nesta sexta-feira, uma decisão que o juiz disse enviar uma mensagem para a sociedade de que não pode haver tolerância para um crime tão selvagem.
A multidão comemorou diante da corte de Dhéli, quando os advogados correram para anunciar a sentença proferida para o caso da agressão realizada em dezembro passado, que provocou protestos inflamados por toda a Índia, ocasionando um raro debate nacional sobre a violência contra as mulheres.
"Isso chocou a consciência coletiva da sociedade", disse o juiz Yogesh Khanna, condenando os homens à morte por enforcamento.
"Nestes tempos em que o crime contra as mulheres está em ascensão, os tribunais não podem fechar os olhos para esse crime horrível. Não pode haver qualquer tolerância... Este crime em todos os sentidos se enquadra na mais rara da rara categoria que garante uma sentença de morte."
A sentença foi um dos maiores testes em anos de atitude paradoxal da Índia em relação à pena de morte.
Juízes do país proferem, em média, 130 sentenças de morte a cada ano, mas a Índia executou apenas três pessoas nos últimos 17 anos. Apesar de sua aparente relutância em levar a cabo as sentenças, no ano passado a Índia votou contra um projeto de resolução da ONU que pedia uma moratória mundial das execuções.
Os advogados de todos os quatro presos disseram que iriam recorrer, o que significa que a sua execução ainda pode estar a anos de distância. O caso vai para instâncias superiores, mas caso confirmadas as sentenças, a decisão final caberá ao presidente, que tem o poder de conceder clemência.
A vítima, que foi estuprada por uma hora e torturada com uma barra de ferro em um ônibus em movimento, tornou-se um símbolo dos perigos que as mulheres enfrentam em um país onde um estupro é denunciado, em média, a cada 21 minutos e casos de ataques com ácido e abuso sexual são comuns.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247