Judeus progressistas latino-americanos condenam decisão de Trump

"Neste momento difícil, exortamos as comunidades judaicas a posicionar-se a favor da paz e repudiar esta atitude de um presidente que demonstra a sua incapacidade para liderar qualquer possível acordo entre israelenses e palestinos. Com este reconhecimento e a potencial mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, o governo de Trump perde qualquer credibilidade como um mediador confiável para ambas as partes", diz a A J-Amlat (Judeus Progressistas da América Latina pela Paz), em nota

Trump durante evento na Casa Branca 23/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts
Trump durante evento na Casa Branca 23/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A J-Amlat (Judeus Progressistas da América Latina pela Paz) condenou a decisão do presidente americano, Donald Trump, de transferir a embaixada dos EUA em Israel para a cidade de Jerusalém.

Confira abaixo a íntegra da nota da instituição:

J-Amlat considera que a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel afeta negativamente o esforço para encaminhar a paz entre israelenses e palestinos. 

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O povo judeu sempre teve em Jerusalém a capital do seu estado. No entanto, parte da cidade é reivindicada como capital da Palestina. Qualquer acordo de paz aceitável por todas as partes prevê Jerusalém como capital dos dois estados. 

Desde 1947, a comunidade internacional não reconhece Jerusalém como uma cidade sob uma soberania unilateral e compreende que o lado oriental, predominantemente palestino, se encontra sob ocupação israelense desde 1967. 

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J-Amlat repudia qualquer decisão de qualquer ator que continue a impor condições políticas e sociais a Jerusalém de forma unilateral e que trazem consequências imprevisíveis que minam a confiança entre as partes e que causam a perda de mais vidas.

O unilateralismo e a imposição nutrem posições extremistas. Trump insiste em declarar que a decisão de seu governo não afetará as fronteiras de Jerusalém, pois serão decididas em futuras negociações. Esta frase está vazia de conteúdo a partir do momento em que o reconhecimento é incondicional e nem menciona Jerusalém Oriental nem a política sistemática de discriminação e expulsão da população palestina, por um lado, e a judaização dos bairros ocupados, por outro lado.

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Neste momento difícil, exortamos as comunidades judaicas a posicionar-se a favor da paz e repudiar esta atitude de um presidente que demonstra a sua incapacidade para liderar qualquer possível acordo entre israelenses e palestinos. Com este reconhecimento e a potencial mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, o governo de Trump perde qualquer credibilidade como um mediador confiável para ambas as partes. 

Coordenação J-Amlat

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06/12/2017 

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