Jornalista sequestrado, em Honduras, foi morto com dois tiros na cabeça

Alfredo Villatoro foi sequestrado na última semana na capital Tegucigalpa; com mais este crime, já são 29 os jornalistas assassinados no país desde 2003

Jornalista sequestrado, em Honduras, foi morto com dois tiros na cabeça
Jornalista sequestrado, em Honduras, foi morto com dois tiros na cabeça (Foto: Jorge Cabrera/REUTERS)


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Opera Mundi - A polícia hondurenha encontrou nesta terça-feira o corpo do jornalista Alfredo Villatoro, que havia sido sequestrado na última semana em Tegucigalpa, capital do país. Com mais este crime, já são 29 os jornalistas assassinados em Honduras desde 2003, sem que nenhum caso tenha sido esclarecido pelas autoridades locais.

De acordo com o ministro de Segurança do país, o corpo de Villatoro foi encontrado na zona sul da cidade. As informações foram confirmadas pelo porta-voz da Secretaria de Segurança, Héctor Ivan Mejía.

Segundo Mejía, o corpo do jornalista apresenta dois disparos na cabeça e foi encontrado pouco depois de o presidente do país, Porfírio Lobo, informar que havia provas de que Villatoro estaria vivo. O jornalista, de 47 anos, foi sequestrado no último dia 9 quando se dirigia ao trabalho, na emissora HRN.

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O caso é mais uma na onda de crimes contra profissionais de imprensa que atinge o país desde 2003. De acordo com a organização hondurenha Comissão de Direitos Humanos, no período, 29 jornalistas já foram assassinados e nenhum dos casos foi resolvido pelas autoridades hondurenhas.

“É insuportável a situação de violência vivida no país. O assassinato de Villatoro é um ato definitivamente condenável”, declarou Ana Pineda, ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, em entrevista à Agência Efe.

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O último caso de violência contra jornalistas havia sido noticiado na última semana, quando o jornalista e ativista Erick Martinez Ávila foi encontrado morto com sinais de estrangulamento. O fato gerou a revolta de organizações de direitos humanos e grupos que atuam na defesa da diversidade sexual, área na qual Ávila atuava.

“Advertimos que apesar da dor que nos embarga pela perda física de nosso camarada, não desistiremos de nossa luta e da de Erick, que era a construção de uma sociedade justa, diversa, laica e respeitosa perante os direitos humanos”, afirmou o MDR (Movimento de Diversidade em Resistência), fundado pelo jornalista, em comunicado.

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