Jean Goldenbaum: 'Netanyahu é a pior coisa na história de Israel e ataca o Judiciário porque está em um beco sem saída'

O membro fundador do Observatório Judaico dos Direitos Humanos do Brasil fez comparação entre o primeiro-ministro israelense e Jair Bolsonaro

Jean Goldenbaum (à esq.) e Benjamin Netanyahu
Jean Goldenbaum (à esq.) e Benjamin Netanyahu (Foto: Divulgação / Atef Safadi - Pool via Reuters)


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247 - Membro fundador do Observatório Judaico dos Direitos Humanos do Brasil, Jean Goldenbaum criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusado de tentar enfraquecer o Judiciário israelense para não ser punido por acusações de corrupção e outros crimes. A crise aconteceu em um contexto de violência na Cisjordânia, onde mais de 250 atiradores e civis palestinos e mais de 40 israelenses foram mortos no ano passado. São pelo menos 12 semanas seguidas de protestos contra a proposta. 

"Netanyahu está em um beco sem saída", disse o analista em entrevista à TV 247. "Ele é a pior coisa que aconteceu na história de Israel", afirmou Goldenbaum, que fez comparação do primeiro-ministro com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Partido Republicano) e com Jair Bolsonaro (PL). "Só governa para a extrema-direita, que possui sua legião de seguidores ultra fiéis da mesma forma que a gente vê com relação ao trumpismo e ao bolsonarismo". 

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De acordo com Goldenbaum, "para satisfazer os desejos de sua coalizão" da qual ele pertence, Netanyahu "precisa passar leis mais absurdas, extremas". "Como ele pode fazer isso com a democracia e o Estado de Direito? Não é possível. Ele faz diretamente a receita de como corromper uma democracia. Você ataca o Poder Judiciário", afirmou.

"Ele fechou a coalizão com dois grupos principalmente: os ultrarreligiosos, que advogam uma teocracia em Israel, como Irã ou Arábia Saudita. O outro grupo é o da extrema-direita, fascista, que tem a pauta de acabar de vez com os direitos humanos dos palestinos, continuar a tomada ilegal de terras na Cisjordânia", acrescentou.

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Segundo o analista, a reforma "tiraria todo o poder" do Judiciário israelense e "faria com que o Parlamento tivesse a possibilidade de passar todas as leis  e o Judiciário não poderia ter poder de veto". "É uma maneira de construir um poder absoluto".

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