Japão sinaliza oposição a postura da China com Taiwan
Novo primeiro-mnistro japonês assume confronto com a China na questão de Taiwan
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TÓQUIO (Reuters) - O novo governo do Japão sinalizou nesta terça-feira uma posição mais assertiva em relação à postura agressiva da China contra Taiwan, insinuando que cogitará opções e se preparará para "várias hipóteses" e ao mesmo tempo reafirmando uma relação estreita com os Estados Unidos.
Taiwan e relações mais próximas com a China provavelmente dominarão as políticas de segurança e as relações exteriores já no início do governo do novo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.
São crescentes as tensões em relação a Taiwan, que a China reivindica como parte de seu território a ser tomada à força, se necessário. Taiwan diz que é um país independente e que defenderá suas liberdades e democracia.
Nos últimos dias, Taiwan relatou 148 aviões da Força Aérea chinesa nas partes sul e sudoeste de sua zona de defesa aérea, e líderes de seu governo dizem que a ilha precisa estar alerta às atividades militares "excessivas" da China.
Indagado sobre a questão taiwanesa, o ministro das Relações Exteriores japonês, Toshimitsu Motegi, disse que espera que "este assunto seja resolvido pacificamente entre as duas partes através de conversas diretas".
"Adicionalmente, ao invés de simplesmente monitorar a situação, esperamos pesar as várias hipóteses possíveis que podem surgir para estudar quais opções temos, assim como os preparativos que precisamos fazer", disse Motegi.
Assim como o ministro da Defesa, Motegi foi mantido no gabinete apresentado na segunda-feira, que analistas disseram indicar um foco nos laços de segurança firmes com os EUA.
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