Japão não quer revisar acordo sobre sul-coreanas forçadas a trabalhar em bordéis

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse que qualquer tentativa de revisar o acordo firmado em 2015 entre Tóquio e Coreia do Sul sobre as “mulheres para conforto”, forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses em períodos de guerra, seria inaceitável e tornaria as relações entre os dois países impossíveis de gerenciar; os comentários de Kono vêm depois de seu colega sul-coreano, Kang Kyung-wha, dizer que o acordo não atende as necessidades das vítimas e pedir desculpas pelo polêmico acordo

Estátua representa mulheres sul-coreanas forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses em períodos de guerra durante prontesto contra o Japão, em Seul 01/03/2017 REUTERS/Kim Hong-Ji
Estátua representa mulheres sul-coreanas forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses em períodos de guerra durante prontesto contra o Japão, em Seul 01/03/2017 REUTERS/Kim Hong-Ji (Foto: Leonardo Lucena)


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TÓQUIO (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse nesta quinta-feira que qualquer tentativa de revisar o acordo firmado em 2015 entre Tóquio e Coreia do Sul sobre as “mulheres para conforto”, forçadas a trabalhar em bordéis militares japoneses em períodos de guerra, seria inaceitável e tornaria as relações entre os dois países impossíveis de gerenciar.

Os comentários de Kono vem depois de seu colega sul-coreano, Kang Kyung-wha, dizer que o acordo não atende as necessidades das vítimas e pedir desculpas pelo polêmico acordo.

“O acordo Japão-Coreia do Sul é um acordo entre os dois governos que foi altamente elogiado pela sociedade internacional”, disse Kono em comunicado escrito.

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“Se o governo sul-coreano... tentou revisar o acordo que já está sendo implementado, isso tornaria os laços do Japão com a Coreia do Sul impossíveis de se gerenciar e seria inaceitável.”

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