Jamil Chade: ONU diz que havia pacientes em maternidade de Mariupol e que Rússia faz "ataques indiscriminados"
Usuários do Instagram afirmam que as fotos de supostas pacientes da maternidade foram encenadas por uma modelo ucraniana
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247 - Após usuários do Instagram apontarem uma suposta manipulação das fotos tiradas de mulheres que seriam pacientes de uma maternidade bombardeada pela Rússia na cidade de Mariupol, na Ucrânia, o jornalista Jamil Chade, do UOL, colheu depoimento da ONU afirmando que havia sim civis no local.
Na internet, circula uma versão de que a mulher que aparece nas fotos é a mesma pessoa, a modelo e blogueira ucraniana Marianna Podgurskaya, que teria feito o "ensaio" horas após o ataque, trocando de figurino e fazendo maquiagens para simular lesões causadas pela explosão.
Apesar disso, a porta-voz da ONU para Direitos Humanos, Liz Throssel, diz ter informações de que a maternidade era um "hospital em funcionamento", com pelo menos três setores para diferentes serviços. "Era um hospital e estava funcionando, com pessoas ali".
"Em 9 de março, um ataque aéreo russo atingiu o Hospital Mariupol Nº 3, ferindo pelo menos 17 civis. Ainda estamos investigando relatos de que pelo menos três civis podem ter sido mortos no ataque aéreo. (...) Falamos com diferentes fontes em Mariupol, incluindo autoridades locais, indicando consistentemente que o hospital era claramente identificável e operacional quando foi atingido", completou.
A ONU afirma que a Rússia estaria fazendo "ataques indiscriminados" à Ucrânia, não preservando a vida de civis. Algumas atitudes, se confirmadas, diz a agência, podem configurar crimes de guerra.
Nesta sexta-feira (11), a ONU afirmou que até agora 549 pessoas morreram na guerra, além de outros 957 feridos. A agência admite que os números reais de vítimas são "muito superiores".
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