Jamil Chade: Brasil vota contra resolução na OMS que pede garantia de saúde a palestinos
Governo Jair Bolsonaro votou contra uma resolução da OMS que pedia que a crise sanitária e a situação de saúde dos palestinos fosse avaliada pela instituição. "O argumento é de que a Assembleia Mundial da Saúde não é o local para lidar com a situação de tensão entre palestinos e israelenses”, diz o jornalista Jamil Chade
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O governo Jair Bolsonaro votou contra uma resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pedia que a crise sanitária, incluindo o fornecimento de vacinas contra a Covid-19, e a situação de saúde dos palestinos fosse avaliada pela instituição. O projeto, apresentado por países árabes, foi aprovado por 83 votos. Outros 14 países se manifestaram de forma contrária e 39 se abstiveram de participar da votação.
De acordo com reportagem do jornalista Jamil Chade, no UOL, o Brasil votou ao lado de países tradicionalmente aliados de Israel, como os Estados Unidos, Austrália, Áustria e Reino Unido, além de governos de extrema-direita, como o da Hungria. “O argumento é de que a Assembleia Mundial da Saúde não é o local para lidar com a situação de tensão entre palestinos e israelenses”, destaca o jornalista no texto.
Chade observa que “desde 2019, o governo Bolsonaro abandonou a tradicional postura do Brasil na questão palestina e se aproximou de uma forma clara do governo de Benjamin Netanyahu”. “Com a queda de Ernesto Araújo de seu cargo de chanceler, o novo chefe da diplomacia brasileira, Carlos França, deu sinais de que iria buscar uma postura mais equilibrada na relação entre árabes e israelenses. Mas, na OMS, o voto do Brasil não mudou e o apoio aos israelenses continua”, completa.
Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247