Itamaraty viola Constituição e defende fundamentalismo religioso como política de Estado

Contrariando princípios constitucionais, o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro defende em fóruns internacionais a mistura da religião com política de Estado. O Brasil participou nesta quarta-feira (27) de conferência internacional sobre política e religião organizada pelo governo húngaro de extrema-direita, chefiado por Viktor Orban, um governante rechaçado pelas forças democráticas europeias por sua intolerância para com as diferenças e os imigrantes .

Viktor Orban e Jair Bolsonaro. governantes de extrema-direita
Viktor Orban e Jair Bolsonaro. governantes de extrema-direita (Foto: Marcos Corrêa/PR)


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247 - Na linha de extremismo reacionário e de isolamento internacional em relação às forças democráticas, o governo de Jair Bolsonaro afirma em fóruns internacionais que uma das principais mudanças que adotou foi colocar a religião no processo de formulação de políticas públicas. 

O jornalista Jamil Chade, que acompanha na Europa as atividades da ONU, informa que o secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Brasil, embaixador Fabio Mendes Marzano, defendeu essa opinião agora dominante no Itamaraty, um ano depois da chegada ao poder do governo de Jair Bolsonaro.  

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Entre os participantes da conferência sobre "perseguição a cristãos" estão alguns dos principais aliados do regime de extrema-direita de Orban: os EUA de Donald Trump, os ultraconservadores da Polônia e o Brasil de Jair Bolsonaro, informa Jamil Chade.

Na nova política do MInistério das Relações Exteriores, se inclui agora, segundo o embaixador, a tarefa de incluir a possibilidade de converter aqueles que não têm religião.

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Em seu discurso na conferência organizada pelo governo de extrema-direita da Hungria, para combater a suposta perseguição aos cristãos no mundo, o representante do Itamaraty deixou claro a mudança radical na postura do Brasil em relação à fé e consolidou a guinada religiosa da diplomacia nacional.

Marzano mencionou a necessidade de governos falarem abertamente sobre a fé e defendeu que se deve tratar de religião em fóruns nacionais e internacionais. 

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A guinada do Itamaraty para a defesa do fundamentalismo religioso nas políticas públicas e na ação ingernacional do país viola a Constituição Federal que afirma o caráter laico do Estado brasileiro. 

O discurso fundamentalista religioso do governo de extrema-direita dde Jair Bolsonaro contraria também a concepção atual do próprio Vaticano, para o qual misturar fé e política prestaria "desserviço"

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O arcebispo Antoine Camilleri, vice-secretário do Vaticano para a Relação com os Estados, levantou um alerta para o risco de que o novo foco de governos ao lidar com a fé possa "politizar a religião".

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