Itamaraty cobra informações sobre brasileiro preso na Venezuela

Ministério das Relações Exteriores divulgou comunicado em que cobra do governo da Venezuela explicações sobre a situação do brasileiro Jonatan Diniz, preso há uma semana no estado de Vargas.;  Itamaraty informa que acionou o Ministério das Relações Exteriores e as autoridades policiais daquele país para identificar o paradeiro de Diniz e a situação jurídica dele, além de uma visita consular; até o momento, porém, o governo brasileiro não obteve respostas das autoridades venezuelanas

Brasileiro Jonatan Diniz, que foi preso na Venezuela
Brasileiro Jonatan Diniz, que foi preso na Venezuela (Foto: Paulo Emílio)


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Jonas Valente, repórter da Agência Brasil - O Ministério das Relações Exteriores divulgou comunicado hoje (4) em que cobra do governo da Venezuela explicações sobre a situação do brasileiro Jonatan Diniz, preso há uma semana no estado de Vargas.

Na nota, o Itamaraty informa que acionou o Ministério das Relações Exteriores e as autoridades policiais daquele país para identificar o paradeiro de Diniz e a situação jurídica dele. Foi solicitada também uma visita consular, medida prevista em convenções internacionais.

Entretanto, apesar de promessas, até o momento o governo brasileiro não obteve respostas dos pedidos feitos. A Embaixada da Venezuela em Brasília foi acionada, mas também não forneceu informações sobre a situação do brasileiro. A Agência Brasil procurou a embaixada mas não obteve resposta.

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Acusações

Catarinense de 31 anos, Jonatan Diniz foi detido no dia 28 de dezembro pelas forças de segurança da Venezuela, no estado de Vargas. Segundo a agência oficial de notícias do governo, ele é acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro.

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O anúncio da prisão foi feito pelo parlamentar socialista Diosdado Cabello no programa que dirige no canal estatal VTV. Além de Jonatan, foram presos outros três venezuelanos. Eles fariam parte da Organização Não Governamental Time to Change the Earth ("tempo de mudar a Terra", na tradução em português).

Para o governo, a entidade seria uma "organização criminosa com tentáculos internacionais", que distribuiria alimentos e bens a moradores de rua com o objetivo de obter recursos em moeda nacional com vistas a promover ações contra o governo.

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Doações e críticas

Em seu perfil no Facebook, Jonatan Diniz publicou diversos pedidos de doações para a organização, que seriam revertidas para ações de caridade a crianças de baixa renda. O catarinense morava nos Estados Unidos, mas viajava à Venezuela para essas iniciativas. Antes, residiu alguns meses em Quito, no Equador, e autuou com a produção de vídeos para um canal no YouTube.

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Em uma publicação de 19 de junho, Diniz critica o governo Maduro. "A Venezuela chega a seu dia número 80 de luta nas ruas contra a ditadura. O governo, ao invés de comprar medicamentos para seu povo morrendo nos hospitais e de fome pelas ruas, acaba de gastar mais dinheiro em tanques de guerra para usar contra seu próprio povo que luta por sua liberdade", comentou.

Família

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A família de Jonatan vem divulgando apelos nas redes sociais pela liberdade do jovem (https://www.facebook.com/liberdadeparajonatan). Uma página foi criada para disseminar informações e mobilizar pessoas. O pai de Jonatan, Luiz Francisco Diniz, divulgou diversas mensagens nas redes sociais pedindo às autoridades providências sobre o caso. "Jonatan e sua família pedem ajuda: liberte esse brasileiro". A mãe do brasileiro, Renata Diniz, disse em entrevistas à imprensa que acredita na libertação por considerar que não há motivo para a prisão.

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