Italianos acima de 80 anos serão deixados para morrer de coronavírus, mostra documento

O documento foi preparado pelo Departamento de Defesa Civil em Turim indica que o país terá de negar atendimento em unidades de terapia intensiva para pacientes com mais de 80 anos ou que apresentem más condições de saúde

Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália
Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália (Foto: LA7 PIAZZAPULITA/Reuters TV via REUTERS)


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247 - Documento divulgado pelo jornal The Telegraph mostrou que a Itália já se prepara para ter que escolher quem vive e quem morre durante a pandemia de coronavírus.

O documento foi preparado pelo Departamento de Defesa Civil em Turim indica que o país terá de negar atendimento em unidades de terapia intensiva para pacientes com mais de 80 anos ou que apresentem más condições de saúde.

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Além dos idosos e dos que apresentem outras condições graves de saúde, também a possibilidade de sobrevivência dos pacientes será avaliada. "É como seria se estivéssemos em guerra", disse um médico ouvido pelo jornal inglês.

Leia também reportagem da agência Ansa Brasil sobre o coronavírus na Itália:

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Número de mortos na Itália pelo coronavírus passa de 2,5 mil

(ANSA) - A Defesa Civil da Itália anunciou nesta terça-feira (17) que o número de mortos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) subiu para 2.503, um aumento de 345 vítimas em 24 horas.

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De acordo com o chefe da Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, a quantidade de pessoas contaminadas aumentou mais 2.989, totalizando 26.062 casos ativos de infecções. 

Além disso, as autoridades do país revelaram que o aumento de número de mortes foi menor do que o registrado na segunda-feira (16) (349 contra 345).

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Até o momento, 2.941 indivíduos conseguiram se recuperar da doença, 192 a mais do que ontem (16). Enquanto isso, há 2.060 pacientes internados em terapia intensiva, sendo 879 destes na região da Lombardia, no norte do país.

A região mais atingida segue sendo a Lombardia, que soma no total 16.220 casos e 1.640 mortos.

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Atrás da Lombardia, principal polo financeiro e industrial da Itália, está a Emilia-Romagna, com 3.931 casos confirmados. Ela é seguida por Vêneto (2.704), Piemonte (1.897), Marcas (1.371), Toscana (1.053), Ligúria (778), Trentino Alto-Ádige (676), Lazio (607), Campânia (460), Friuli Veneza Giulia (394), Puglia (340), Sicília (237), Abruzzo (229), Umbria (197), Vale de Aosta (136), Sardenha (117), Calábria (114), Molise (25) e Basilicata (20).

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