Itália pode divergir da posição europeia sobre Venezuela e não reconhecer Guaidó

O vice-ministro das Relações Exteriores da Itália, Manlio Stefano, disse que seu país não reconhecerá o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela; a visão, porém, diverge da de outros colegas dentro da Chancelaria italiana

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247, com Sputnik - O vice-ministro das Relações Exteriores da Itália, Manlio Stefano, disse que seu país não reconhecerá o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela; a visão, porém, diverge da de outros colegas dentro da Chancelaria italiana. 

Na Europa, França, Alemanha, Holanda e Espanha deram um prazo de oito dias, desde 26 de janeiro, para que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocasse novas eleições. Caso contrário, afirmaram que vão reconhecer a presidência interina de Guaidó.

Nesta quinta-feira (31), uma declaração Manlio Stefano colocou em dúvida a posição da Itália em relação à questão.

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"A Itália não reconhece Guaidó porque nos opomos absolutamente ao fato de que um país ou um grupo de países terceiros possam determinar a política interna de outro país. Isso se chama princípio da não interferência e foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas", afirmou Di Stefano em entrevista à emissora de televisão italiana Tv2000, nesta quinta-feira (31).

Di Stefano também enfatizou a importância de evitar a eclosão de um conflito militar similar à guerra da Líbia na Venezuela.

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Ao mesmo tempo, outro vice-chanceler italiano, Gugliemo Pichi, disse em sua conta no Twitter que seu partido, a Liga, que está no governo, acredita que a presidência de Maduro estaria chegando ao fim e pediu a realização de uma nova eleição presidencial no país com a participação de observadores independentes.

Por seu turno, o chanceler italiano, Enzo Moavero Milanesi (foto) , disse, na quarta-feira (30), que compartilha da visão da União Europeia sobre a crise venezuelana e que apoia a realização de novas eleições no país.

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