Itália isola regiões para deter o coronavírus, gerando polêmica interna e repercussão no mundo

O novo decreto assinado neste domingo pelo primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que coloca em isolamento a Lombardia e 14 províncias de outras quatro regiões, gerou muita repercussão dentro do país e no mundo

(Foto: Vaticanews)


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247 - O governo italiano decidiu neste domingo (8) isolar a Lombardia e 14 províncias de outras regiões. A medida foi elogiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também vem sendo criticada por prefeitos de cidades afetadas pela regra.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, escreveu em suas redes sociais que o decreto do governo italiano "está tomando medidas ousadas e corajosas para retardar a disseminação do coronavírus e proteger seu país e o mundo". Além de destacar que o país vem "fazendo sacrifícios" para combater a doença, Ghebreyesus também afirmou que a OMS "está em solidariedade" com a Itália.

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Stefania Bonaldi, prefeita de Crema, pediu para os moradores da cidade, que foi afetada pelo decreto, para respeitar as restrições do governo italiano.

Enquanto isso, o prefeito de Asti, Maurizio Rasero, comentou que a decisão de isolar a província em decorrência do coronavírus é uma "loucura". O decreto, por sua vez, já trouxe reflexos em Asti, província que possui quase 215 mil habitantes. Os supermercados de diversas cidades locais ficaram lotados e com grandes filas.

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A região do Vêneto também não ficou satisfeita de estar incluída na zona de isolamento. A Unidade de Crise local anunciou que solicitou "a remoção das províncias de Pádua, Treviso e Veneza do decreto".

Já o governador da Lombardia, Attilio Fontana, afirmou que seria "um pouco mais rígido" nas medidas sobre o distanciamento de um metro entre as pessoas.

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Informações do UOL

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