Itália faz greve geral contra reforma trabalhista

Duas das principais centrais sindicais da Itália convocaram para esta sexta-feira 12 uma greve geral de oito horas, em protesto contra o ritmo das reformas econômicas e sociais do governo de Matteo Renzi, implantadas com o objetivo de tirar o país da crise. Mais de 50 manifestações estão previstas em várias cidades italianas

Protesto organizado por sindicatos de funcionários públicos no centro de Roma. 8/11/2014. REUTERS/Remo Casilli
Protesto organizado por sindicatos de funcionários públicos no centro de Roma. 8/11/2014. REUTERS/Remo Casilli (Foto: Gisele Federicce)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Da Agência Lusa

Duas das principais centrais sindicais da Itália convocaram para esta sexta-feira 12 uma greve geral de oito horas, em protesto contra o ritmo das reformas econômicas e sociais do governo de Matteo Renzi, implantadas com o objetivo de tirar o país da crise. Mais de 50 manifestações estão previstas para esta sexta-feira em várias cidades italianas.

A greve geral começou no início da manhã e foi convocada pela principal central sindical da Itália, a CGIL, de esquerda, e a terceira mais importante, a UIL, moderada.

continua após o anúncio

Os transportes são o setor mais afetado pela greve, além de diversos serviços públicos. Dezenas de voos foram cancelados ou adiados nos principais aeroportos do país, os serviços nas três linhas de metrô da capital, Roma, estão suspensos e o restante do transporte urbano, em número reduzido, vai funcionar apenas nos horários de pico.

Para minimizar os efeitos da greve, Roma abriu o centro da cidade a todos os veículos, e não apenas aos que detêm autorização especial, como é a norma na capital.

continua após o anúncio

O principal alvo dos protestos é a lei trabalhista do primeiro-ministro Matteo Renzi (socialista), aprovada pelo Parlamento na semana passada, e que, segundo os sindicatos, visando a encorajar contratações, facilita as demissões e reduz os direitos e a proteção dos trabalhadores nos primeiros anos de contrato.

Os sindicatos criticam igualmente o projeto de Orçamento do Estado para 2015, considerando insuficientes as medidas de recuperação da economia.

continua após o anúncio

Desde que assumiu a chefia do governo, em fevereiro, Renzi mantém relações tensas com os sindicatos, ao eliminar ações de melhoria social em diversas áreas.

"O governo comete um erro ao eliminar a discussão e a participação" dos sindicatos na produção das leis, afirmou a secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso. "O governo tem de escolher entre o conflito e o diálogo", acrescentou.

continua após o anúncio

Na quinta-feira, ao comentar a paralisação para hoje, Renzi disse "respeitar muito" a greve geral, mas "não partilhar das suas motivações". Ele desejou "bom trabalho a quem fosse trabalhar e boa sorte a quem fizesse greve".

Em outubro e novembro, quando foi confrontado por várias greves, Renzi foi mais duro na reação, ao afirmar que "o tempo em que as manifestações bloqueavam o governo acabou" e que, "se os sindicalistas querem negociar, devem candidatar-se ao Parlamento".

continua após o anúncio

Com a lei trabalhista aprovada, a greve geral de hoje, a primeira no governo de Renzi, terá apenas efeito simbólico.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247