Itália aprova pacote de 14 bilhões de euros contra crise de energia

Premiê seguirá decisão da UE sobre pagamento de gás russo

(Foto: Alessandro Di Meo/ANSA)


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(ANSA) - O governo italiano aprovou nesta segunda-feira (2) um novo pacote de estímulo no valor de 14 bilhões de euros destinado, entre outras coisas, a ajudar famílias e empresas a lidar com o aumento dos preços da energia e das matérias-primas por causa da invasão russa na Ucrânia.

"No clima de grande incerteza que existe, o governo está fazendo todo o possível para poder dar um senso de direção, de proximidade, a todos os italianos e as ações, as decisões de hoje representam bem essa determinação do governo", disse o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em entrevista coletiva realizada no final do Conselho de Ministros.

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Segundo ele, as medidas aprovadas hoje valem "14 bilhões de euros, que se somam aos 15,5 bilhões das medidas anteriores, que totalizam cerca de 30 bilhões já gastos, dois pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB)". O pacote também será financiado com a arrecadação do imposto sobre lucros extraordinários de algumas empresas de energia que atuam no mercado atacadista.

"Não houve desvio de gastos públicos", enfatizou Draghi, que está tentando evitar a pressão de partidos e sindicatos, porque quer reduzir a dívida pública de 150,8% do PIB em 2021 para 147% em 2022 e o déficit - de 7,2% para 5,6%.

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O novo estímulo prevê uma ajuda de 200 euros para trabalhadores e aposentados com rendimentos até 35 mil euros por ano, e garantias estatais para empréstimos a PMEs até 31 de dezembro.

"A medida se estende a muitas áreas: aprovamos liberalizações, reformas no setor de energia renovável, que nos permitem acelerar a transição ecológica, dar esse passo nos investimentos em energias renováveis, que nos ajudarão a nos tornar mais independentes do gás russo", acrescentou o premiê.

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Na área de energia, o "bônus de energia" para famílias de baixa renda é prorrogado por três meses e os procedimentos de autorização para usinas movidas a fontes renováveis são simplificados para tentar fazer com que o país saia da dependência do gás russo o mais rápido possível.

O primeiro-ministro da Itália garantiu ainda que seu governo seguirá as determinações da União Europeia sobre o pagamento do gás natural importado da Rússia em rublos, como exige o regime de Vladimir Putin.

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"Seguiremos as instruções da Comissão Europeia, não há nenhuma distinção da Itália para os demais", disse ele em coletiva de imprensa.

A declaração é dada após uma reportagem do site "Político" revelar que o ministro italiano da Transição Ecológica, Roberto Cingolani, cogitou a hipótese de permitir que o pagamento pelo gás natural russo seja feito em rublos.

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Em nota, porém, a pasta disse que a matéria é "enganosa" e "não corresponde à posição de Cingolani, que nunca abriu para um pagamento em rublos".

Segundo o premiê da Itália, a "estratégia do governo é livrar-se o mais rápido possível da importação de gás da Rússia" e o "progresso dos últimos meses é extraordinário".

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Para Draghi, "é muito importante que a Comissão expresse uma opinião jurídica clara sobre se o pagamento em rublos constitui ou não uma evasão de sanções", porque "esta é a única maneira de manter todos nós unidos".

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