Israel torna o presidente palestino Abbas 'prisioneiro' em Ramallah

O governo de Israel foi acusado de sitiar Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, dentro dos muros de cidade de Ramallah; O governo de Tel Aviv acusa Abbas de contribuir para a tensão em Jerusalém; Israel negou ter impedido Abbas de deixar Ramallah, a cidade onde a Autoridade Palestina está sediada, para visitar outras partes da Cisjordânia



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Sputinik News - Israel foi acusado de sitiar Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, dentro dos muros de cidade de Ramallah. Abbas foi acusado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de contribuir para a tensão em Jerusalém.

Israel negou ter impedido Abbas de deixar Ramallah, a cidade onde a Autoridade Palestina está sediada, para visitar outras partes da Cisjordânia.

Mas o conjunto de incidentes relacionados com o Monte do Templo, em julho, provocou o agravamento das tensões na área, e o líder palestiniano foi acusado de redução da cooperação com as Forças da Segurança de Israel.

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O Monte do Templo, considerado o terceiro lugar mais sagrado do Islã, foi equipado com detectores de metal e câmeras de vigilância depois do incidente ocorrido no dia 14 de julho, quando dois agentes policiais de Israel foram mortos.

Porém, a introdução de detectores de metal levou a confrontações violentas nos bairros palestinos.
Abbas e seu movimento Fatah são mais populares na Cisjordânia que na Faixa de Gaza, que tem sido dominada pelos seus inimigos islamistas do Hamas.

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Contudo, Abbas está gradualmente compreendendo que Israel, sob o governo de Netanyahu, não tem intenção de avançar em direção à solução de dois Estados, especialmente porque Donald Trump está agora na Casa Branca e este apoiou firmemente o lado de Israel.

O predecessor de Trump, Barack Obama, durante os oito anos de seu governo pouco ou nada fez para apoiar o direito dos palestinos à autodeterminação, mas ele não foi tão abertamente parcial como Trump.

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O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeinah, disse que "o líder não vai deixar Ramallah por causa do congelamento das relações com Israel".

Mas a realidade é que Israel impôs sanções contra a Autoridade Palestina, incluindo restrições à possibilidade de Abbas visitar outras comunidades da Palestina, como Herbon, Belém e Nablus.

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Nos meses recentes, Abbas ficou altamente impopular entre os palestinos comuns por ser considerado fraco e transigente face à agressão crescente por parte de Israel.

Abbas cortou os pagamentos pela eletricidade fornecida por Israel a Gaza numa tentativa de forçar o Hamas a firmar um acordo com a Fatah.

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​Vale notar, que conversações entre Israel e Palestina não se têm realizado há três anos, e apesar de Trump ter visitado Abbas e apertado sua mão, ele disse que um acordo entre os dois lados será “um dos acordos mais complicados no mundo” para intermediar.

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